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2.2.08

O Clã dos Pandas Voadores

A DreamWorks Animation confirmou o lançamento de KUNG FU PANDA para maio. O filme que homenageia os clássicos de artes marciais conta com Jack Black, Angelina Jolie, Jackie Chan, Lucy Liu, Dustin Hoffman e Ian McShane no elenco.

KUNG FU PANDA terá Jack Black como o panda Po, garçom de um restaurante simples que é fanático por kung fu, embora sua forma física não seja exatamente apropriada para a luta. Na verdade, a característica mais marcante de Po é o fato de ele ser o animal mais preguiçoso da China. E isso é um problema, pois inimigos perigosos estão se aproximando e todas as esperanças foram depositadas numa profecia segundo a qual Po é "O Escolhido" que irá salvar a todos. Um grupo de mestres em artes marciais vai ter de conquistar faixa preta em paciência se quiser transformar esse panda molenga num lutador de kung fu, antes que seja tarde demais. Jolie vai dublar Tigress, uma especialista em artes marciais que ensina a arte do kung fu ao panda Po.

Confira o trailer no SPOILER Trailers.

Cortesia da DreamWorks SKG

28.1.08

Terry Gilliam suspende filmagens de Dr. Parnassus

O diretor britânico Terry Gilliam suspendeu a filmagem de THE IMAGINARIUM OF DOUTOR PARNASSUS, filme no qual o ator australiano Heath Ledger estava trabalhando.

"Terry e os produtores pensarão nos próximos dias o melhor a fazer, dadas as circunstâncias", afirma a equipe de produção em comunicado, que confirma a informação antecipada na quarta-feira pela imprensa americana. A nota expressa a "profunda comoção, tristeza e pesar" da equipe pela morte do ator, de 28 anos.

Ledger estava trabalhando neste projeto em Londres antes de voar para os Estados Unidos, no domingo. O ator foi encontrado morto em seu apartamento de Nova York dois
dias depois. A Polícia acredita que ele foi vítima de uma overdose, devido aos diferentes remédios contra a ansiedade e aos soníferos que estava tomando.

A equipe de produção, que já tinha rodado um terço do filme, pretendia viajar a Vancouver (Canadá) para continuar filmando quando recebeu a notícia da morte do ator.

Ledger já tinha trabalhado com Gilliam em OS IRMÃOS GRIMM. Em THE IMAGINARIUM OF DOUTOR PARNASSUS, Ledger interpretava um misterioso membro da companhia de um mágico, uma espécie de Doutor Fausto que chega a um pacto com o diabo para desenvolver poderes extraordinários em troca da vida de sua filha adolescente.

A equipe agora tem que escolher entre substituir Ledger, alterar o roteiro para que seu personagem não volte a aparecer ou renunciar inteiramente ao filme.

Gilliam já foi obrigado a parar um filme em outra ocasião, com o longa THE MAN WHO KILLED DON QUIXOTE quando o protagonista, Jean Rochefort, havia adoecido gravemente durante as filmagens.

A morte do ator australiano também pode obrigar a produtora de THE DARK KNIGHT a mudar sua estratégia de comercialização, que estava concentrada exatamente no Coringa, personagem interpretado por Ledger.

De Agências Internacionais

25.1.08

Cloverfield devora as bilheterias

A bela e a fera fizeram as bilheterias do final de semana parecerem mais com o verão norte americano do que o meio do inverno quando CLOVERFIELD da Paramount desfrutou de uma estréia monstruosa de US$ 41 milhões - a melhor estréia de janeiro de todos os tempos - e a comédia romântica da 20th Century Fox VESTIDA PARA CASAR caiu como uma luva e atingiu US$ 22,4 milhões.

A Paramount de Brad Grey precisava de um sucesso próprio e CLOVERFIELD mais do que cumpriu com este papel. O inovador filme de monstro, produzido com um baixo orçamento de US$ 25 milhões, representa a décima melhor estréia de todos os tempos do estúdio.

Com o feriado de Martin Luther King Jr. celebrado em quatro dias em um final de semana, a Paramount e a Fox estão contando com o fato de que o dia de hoje deverá também gerar uma boa arrecadação nas bilheterias. CLOVERFIELD está sendo exibido em 3.411 salas de cinema, e VESTIDA PARA CASAR em 3.057.

Não há precedentes de dois filmes terem estreado tão bem no mesmo final de semana nesta época do ano, mesmo considerando o final de semana estendido por causa do feriado de Martin Luther King Jr. Os estúdios podem alcançar sólidos negócios durante o mês, mas nenhum deles já viu em um mês de janeiro a assombrosa arrecadação desfrutada por CLOVERFIELD.

VESTIDA PARA CASAR apresentando a estrela de "Grey's Antomy" Katherine Heigl e James Marsden, é o oitavo melhor lançamento de janeiro de todos os tempos, destacando o que a competição entre grandes filmes pode trazer de sucesso para as bilheterias. Da mesma forma que em CLOVERFIELD, o orçamento de VESTIDA PARA CASAR também foi modesto, custando às parceiras Fox 2000 e Spyglass Entertainment um pouco menos de US$ 30 milhões para produzi-lo.

O outro grande lançamento do final de semana foi o filme estrelado por Diane Keaton, Queen Latifah e Katie Holmes LOUCAS POR AMOR, o primeiro filme distribuído pela Overture Films, de Chris McGurk e Danny Rosett. A comédia policial feminina arrecadou cerca de US$ 7,7 milhões de 3.126 salas, conquistando a posição No. 6 na semana.

No total, a bilheteria doméstica apresentou o grande aumento de 19% em comparação com o final de semana do feriado de Martin Luther King Jr. de 2007, quando o filme O PODER DO RITMO da Sony, estreou com US$ 21,8 milhões, conforme as estimativas da Media by Numbers.

CLOVERFIELD aniquilou todas as expectativas. A Paramount tinha receio de que VESTIDA PARA CASAR iria atrair todas as mulheres jovens, porém um número mais do que suficiente escolheu assistir CLOVERFIELD.

CLOVERFIELD não poderia ter aparecido em melhor hora para Grey, cujo estúdio dependia por demais dos títulos da DreamWorks para alimentar seu desempenho do ano passado, enquanto a maioria de seus títulos próprios foram fracos nas bilheterias domésticas. Grey e sua equipe sempre disseram para aqueles que duvidavam que 2008 será um ano muito mais forte para própria Paramount.

O desempenho do filme é outro ponto positivo para Abrams, que tem uma negociação lucrativa de primeira opção de filme com a Paramount. O produtor está revivendo a franquia JORNADA NAS ESTRELAS para o estúdio.

Este desempenho também reflete o sucesso da campanha viral de mercado de CLOVERFIELD, uma campanha que incluiu manter o nome e a trama do filme em segredo por meses.

"Acho que este filme define o que queremos fazer na Paramount. Este é um filme que correu um grande risco criativo", disse o Vice Presidente da Paramount, Rob Moore. "Nós realmente queríamos trabalhar com J.J. e sua equipe, que apresentaram uma execução realmente criativa. E as equipes de marketing e distribuição conseguiram executar uma excelente campanha".

CLOVERFIELD não apresenta nenhum grande astro e foi filmado para parecer com um vídeo caseiro. A maior parte do orçamento da produção foi usada em efeitos especiais.

Excluindo-se o relançamento em janeiro de 1997 de GUERRA NAS ESTRELAS, cujo final de semana de estréia arrecadou US$ 35,9 milhões, o detentor anterior do recorde de melhor estréia de janeiro foi VOVÓZONA 2, que estreou com US$ 27,73 milhões, em janeiro de 2006. QUERO FICAR COM POLLY - que estreou no feriado de Martin Luther King Jr. em 2004 - veio depois com US$ 27,72 milhões.

Da Revista Variety - Cortesia da Paramount Pictures

16.1.08

Godzilla Unplugged




Se fizessem um BRUXA DE BLAIR com monstros, o resultado seria CLOVERFIELD! O filme de monstro do século que Spoiler já assistiu!

>>>Leia a crítica (sem spoilers) e veja o trailer!

Cortesia da Paramount Pictures

Notas de Natureza Selvagem

Publicado em 1998, o livro de Jon Krakauer "Na Natureza Selvagem" atraiu leitores de diferentes estilos interessados em saber mais sobre a vida e morte de Christopher McCandless, jovem que abdicou de sua riqueza e identidade (adotando o nome “Alexander Supertramp”) a fim de tentar encontrar o verdadeiro significado de liberdade.

Quando Sean Penn viu o livro, teve uma reação imediata e forte. "Li a obra do início ao fim duas vezes antes de ir dormir. Então, no dia seguinte, acordei e fui logo ver se conseguia obter os direitos. Considerei a história profundamente cinematográfica em relação aos personagens e às paisagens", conta o ator e diretor. Mas, ainda profundamente sentidos e tentando recuperar-se do falecimento do filho, os McCandless – que foram abordados não só por Penn, mas por uma série de diretores – não tomaram nenhuma decisão. "A família não estava pronta para permitir que o filme fosse feito, mas Sean, muito empolgado, manteve-se em contato com eles", lembra o produtor Bill Pohlad (O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN). Dez anos depois da primeira tentativa de Penn em obter os direitos, finalmente o telefone tocou. "Eles me ligaram do nada e disseram que estavam prontos. Eu honestamente não sei por que mudaram de idéia, mas mudaram", diz Penn. O autor Jon Krakauer acredita saber a razão dessa escolha: "Há algo em Sean que é muito direto, você acredita nele porque sabe que ele conta as coisas como elas são", diz o escritor.

Alguns anos antes da decisão dos McCandless, Penn já tinha o roteiro “escrito” em sua mente, mas foi apenas depois do aval da família que ele se dedicou concretamente à adaptação. "Quando sentei para redigir o primeiro capítulo, dez anos tinham se passado desde que eu lera o livro. Mas não precisei relê-lo. Simplesmente escrevi o que estava na minha cabeça", ele diz. "Depois, li o livro novamente, prestando mais atenção nos detalhes, e precisei colher algumas informações para ir em frente. No capítulo seguinte, caí na estrada, seguindo os passos de Chris", diz Penn, que teve difíceis e íntimas conversas com a família McCandless, especialmente com a irmã do rapaz, Carine. O diretor também encontrou-se com muita gente que conheceu Chris durante o período da viagem. "Todos tinham algo útil a dizer", comenta.

Mais tarde, Penn chegou até mesmo a contratar Wayne Westerberg – de quem Chris tornou-se amigo na Dakota do Sul e que na tela é interpretado por Vince Vaughn para trabalhar como consultor e motorista de caminhão durante a produção de NA NATUREZA SELVAGEM. A fim de acomodar todas as informações que reuniu durante a pesquisa e que desejava passar para a tela, Penn dividiu a estrutura do roteiro em uma série de capítulos, mantendo-se fiel à jornada de dois anos de Chris McCandless. E a idéia de levar autenticidade ao filme marcou o estilo da produção, que mistura visuais épicos e emocionantes com um realismo mais cru, quase como um documentário.

Quando chegou a hora de escolher o elenco, Sean Penn buscou para o papel principal um ator com um idealismo tão franco quanto o de Chris McCandless, e também alguém que lembrasse fisicamente o carismático jovem visto nas fotografias deixadas para trás. Ele encontrou todas essas qualidades no jovem ator Emile Hirsch, com quem passou a se encontrar por um período de quatro meses, de certa forma o testando e confirmando a intensidade de sua dedicação. O diretor explica: "Eu sabia que Hirsch podia interpretar o papel, mas a questão era: ele conseguiria fazer isso todos os dias por oito meses sob duras condições? E estaria disposto a amadurecer, indo de garoto para homem, durante a produção e na tela? Finalmente, dissemos: ‘É, vamos em frente’, e ele saiu-se muito bem."


Para o ator, as cenas no Alasca foram uma prova-de-fogo e o levaram a seus limites – de maneira que Chris McCandless provavelmente apreciaria. No primeiro dia de Hirsch no Alasca, Sean Penn o fez subir ao topo de um morro bastante íngreme e tomado por neve em condições similares àquelas encaradas por McCandless. Quando outros integrantes da equipe tentaram ajudar Hirsch, Penn os impediu. "Acho que ele queria me testar para ver se eu realmente estava pronto a encarar a natureza", reflete o rapaz.

Tornando tudo ainda mais desafiador, o ator precisou começar as filmagens 18 quilos abaixo de seu peso, ostentando menos de 52 quilos nas últimas cenas do filme. (As seqüências do Alasca foram filmadas no início do projeto, já que ganhar peso é um processo bem mais rápido que perder.) Ao longo da evolução das filmagens, Hirsch encontraria mais forças, indo do Alasca para o forte calor do Lago Mead e então ao Grand Canyon, onde aprenderia a descer de caiaque as lendárias corredeiras do Rio Colorado. Mas houve alguns momentos de pânico: "Lembro de enfrentar a primeira onda no caiaque. Engoli mais água que uma pia, mas consegui sobreviver e fui para a cama me sentindo um herói", conta o ator. A jornada “de renúncias” de Chris McCandless teve início quando o rapaz tinha 22 anos, como resultado da revolta contra os pais, cujas vidas eram, em sua opinião, falsas e vazias.

Quem interpreta Walt McCandless, pai de Chris e engenheiro da NASA, é o vencedor do Oscar de Melhor Ator por O BEIJO DA MULHER ARANHA, William Hurt. O ator observa que não tentou refletir diretamente o verdadeiro Walt McCandless. "Acho que essa noção de representar a existência de outra pessoa é muita presunção", explica. "Não dá para dizer que conhecemos plenamente outro ser humano pois, mesmo no livro de Jon Krakauer, Walt ainda passa pela ‘peneira’ da interpretação do autor. Então, o que eu espero é simplesmente que, ao assistir ao filme, Walt sinta sinceridade na minha interpretação."

O papel de Billie McCandless, mãe de Chris, foi reservado à atriz vencedora do Oscar® por POLLOCK, Marcia Gay Harden. ela observa que encarou o papel com uma certeza: "Foi muito importante tanto para mim quanto para Hurt levar humanidade aos personagens dos pais." A única pessoa da família que pareceu logo entender o que Chris estava indo fazer quando saiu de casa sem deixar rastros foi a irmã dele, Carine, em cuja voz indagativa Sean Penn escolheu contar a história. Para fazer a narração e viver Carine, Penn escolheu Jena Malone (O MUNDO DE JACK E ROSE), que se impressionou com a força da irmã de Chris. "Ela encarou bem essa situação", diz Malone. "Mas, como atriz, também precisei lembrar que essa é a Carine no ‘final da jornada’, e tive que arrumar uma forma de refazer seus passos até aqueles tempos de insegurança e talvez perda da fé." Malone trabalhou na preparação da narração com a própria Carine McCandless e também com o aclamado poeta americano Sharon Olds, que ajudou a aperfeiçoar as palavras escolhidas.

Para retratar aqueles que McCandless conheceu durante a viagem, Penn montou um elenco formado tanto por excepcionais atores quanto por reais personagens da história, incluindo Leonard Knight, artista que criou a Salvation Mountain em um acampamento de traileres no deserto da Califórnia chamado Slab City e que no filme fala da força do amor. "Não dá para achar essas pessoas no sindicato dos atores", comenta Penn. Outro que ele encontrou ao longo do caminho foi Brian Dierker, um especialista em corredeiras e em Grand Canyon que trabalhou como coordenador das cenas de água do filme e atuou pela primeira vez como ator, interpretando o personagem do viajante Rainey. "Sean me falava sempre da idéia de interpretar Rainey porque ele achava que daria certo, mas eu sabia que isso significaria entrar em um território completamente novo. Então, tentei demovê-lo da idéia, mas ele insistiu e eu pensei: ‘quantas oportunidades temos na vida de trabalhar com alguém desse calibre?’".


A companheira de Rainey no filme, Jan, é vivida pela atriz Catherine Keener. Para o papel, Keener precisou entrar em um duro território emocional, indo ao âmago de uma mulher que sofreu uma das piores perdas da vida – o desaparecimento de um filho. “Não consigo imaginar o terror que deve ser não saber onde seu filho está e o que está acontecendo com ele. Acho que por isso Jan foi tão receptiva a Chris”, reflete a atriz. Ao longo de sua épica jornada, Chris também conhece Tracy, uma jovem que cresceu no ímpar ambiente de Slab City. Kristen Stewart (O QUARTO DO PÂNICO) retrata a personagem e seu estilo de vida espontâneo e inocentemente romântico, e precisou fazer algo no filme que ela nunca fizera antes: apresentar-se como cantora diante de um público de reais habitantes de Slab City. "Nunca toquei para ninguém", ela confessa. "Mas o público era muito caloroso – todos aplaudiam, empolgados por estar ali. Isso tornou tudo muito divertido", diz.

A última pessoa de quem Chris se torna amigo antes de ir para o Alasca é Ron Franz. Quem interpreta Franz no filme é a lenda dos palcos e telas Hal Holbrook. Sobre o efeito que Chris McCandless exerceu em Ron Franz, Holbrook opina: "É um relacionamento muito interessante que se desenvolve entre um senhor e um jovem, mas, de certa forma, um relacionamento duro. Ron é uma pessoa solitária, assim como Chris. Ele perdeu a família e se estabeleceu à margem da sociedade, mas está preso em um beco sem saída. Ron deixou de aproveitar a vida, e Chris o estimula a viver fora do círculo que criou para si."

Desde o início, estava claro que NA NATUREZA SELVAGEM precisaria ser filmado com a câmera em movimento e “na estrada”. Penn admite: "Fizemos de tudo nessa produção que não se deve fazer: filmamos na neve, filmamos numa temperatura de 48 graus, filmamos no Rio Colorado." Sean Penn queria captar paisagens que tocassem a alma das pessoas e para isso saiu em busca de um diretor de fotografia com quem pudesse realmente se entender. Ele havia visto o trabalho de Eric Gautier no filme de Walter Salles DIÁRIOS DE MOTOCICLETA e se surpreendeu com a forma como as paisagens tornaram-se parte da história. "Conversei com Walter Salles, que eu conheço e respeito bastante, e ele se empolgou falando do quanto Eric era bom, um verdadeiro artista. Ouvir isso de Walter foi realmente importante." Gautier precisou filmar não apenas icônicas paisagens americanas, mas também pulsante ação externa, especialmente em cenas de água corrente. Quando questionado sobre como as imagens tornaram-se tão naturais, Penn é sucinto: “Entrando na água. Não tratamos apenas de ir às locações reais, mas de colocar a câmera onde quer que fosse, custasse o que custasse."

Outro importante passo foi escolher a contemplativa trilha sonora de NA NATUREZA SELVAGEM, que traz canções originais de Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, junto a composições com Michael Brook e Kaki King. Vedder explica que, enquanto criava as músicas, seu irmão mais novo, também chamado Chris, viajou para a África do Sul para meditar e, por um tempo, perdeu contato com a família. "Ficamos sem saber dele por uns dois meses e, de repente, eu me senti como Carine. Havia coisas acontecendo na vida real semelhantes às da história", diz Vedder. Talvez por isso ele tenha captado tão bem o espírito do filme e de seus personagens. O cantor avalia que tudo fluiu de forma perfeita: "Havia algo no ar, não dava para negar que alguma coisa estava acontecendo. Foi tão fácil compor e a música tomou forma de maneira curiosa, com batidas casando com a porta de um carro batendo ou um som de órgão mesclando-se com a maneira como os ombros de Emile mexiam para cima e para baixo”, revela.

Para o diretor Sean Penn, não foi apenas a trilha que se encaixou com perfeição, mas também tudo que ele havia criado em sua mente depois de ler o livro de Jon Krakauer: "O filme ficou praticamente como eu o tinha imaginado dez anos antes."

Leia a crítica do filme aqui!

8.1.08

Sobre pipas e tristes memórias

Em 2003, o livro "O Caçador de Pipas" surgiu do nada como um romance de estréia e rapidamente tornou-se um best seller. Para seu autor, o médico afegão Khaled Hosseini, a popularidade do livro e o filme baseado nele têm sido extremamente gratificantes: "Estou continuamente impressionado com a forma como as pessoas reagiram ao meu romance. Acho que isso ocorreu devido ao intenso núcleo emocional da história, com que as pessoas se identificam. Os temas – culpa, amizade, perdão, perda, o desejo por reparação e de ser melhor que aquilo que se pensa ser – não são apenas afegãos, mas experiências bastante humanas, independente de etnia, cultura ou religião."

Em um país à beira da guerra, OS CAÇADORES DE PIPA flerta com dois melhores amigos de infância, Amir e Hassan, que estão prestes a se separar para sempre. É uma tarde gloriosa em Cabul e o céu explode com a alegria de um inocente torneio de pipas. Mas, após a vitória do dia, o terrível ato de traição do garoto Amir provoca uma catástrofe e uma busca épica por redenção. Vinte anos depois, vivendo nos Estados Unidos, Amir retorna a um perigoso Afeganistão sob a mão forte do Talibã para encarar os segredos obscuros que ainda o assombram e arriscar uma ousada última chance de corrigir seus erros.

Assim, o roteirista David Benioff (A PASSAGEM; TRÓIA; A ÚLTIMA NOITE), foi escolhido para transformar o mundo que Khaled Hosseini havia criado tão ricamente em folhas de papel e num épico, mas mantendo o tom intimista do livro. O grande desafio foi condensar os arrebatadores eventos com duração de três décadas em um filme de duas horas. "Saltos de tempo são difíceis de se acompanhar num filme", explica Benioff, "e, como o romance abrange quase 30 anos, descobrir uma estrutura eficiente de roteiro não foi fácil. A história traz Amir em diversas idades, mas eu decidi logo no início que queria apenas dois atores interpretando o papel. Mais do que isso podia fazer as pessoas perderem a ligação com esse belo personagem. Por isso, o roteiro enxuga a narrativa – ele incorpora quase tudo, simplificando a cronologia. Mas o livro de Khaled é tão forte que acredito que mantenha essa força mesmo com as restrições de espaço e tempo da adaptação para roteiro."

Em seguida, os produtores encararam a tarefa de encontrar um diretor, e o escolhido foi Marc Forster (EM BUSCA DA TERRA DO NUNCA). "Não importa em que mundo se aventure, Forster sempre acha personagens que o público entende e com que se identifica profundamente." As filmagens levaram Forster da Europa a Cabul, Paquistão e China em uma jornada surpreendente e, por vezes, angustiante, que seria sentida em cada frame do filme.

Enquanto David Benioff ainda escrevia o roteiro, foi tomada a decisão de filmar O CAÇADOR DE PIPAS em dari, uma das duas principais línguas faladas no Afeganistão. Para manter a linguagem fiel ao material, os produtores contrataram uma equipe de pessoas fluentes em dari que ensinou aos atores as pronúncias corretas. E, além dos professores de dari e de outros dialetos, também foram trazidos a bordo conselheiros culturais e pesquisadores para assegurar a verossimilhança do conteúdo do filme.


A busca pela autenticidade também estava na mente de Marc Forster ao pensar na escolha do elenco. Para achar a mistura de qualidades que os papéis dos jovens Amir e Hassan exigiam, Forster chamou a recrutadora Kate Dowd. A busca de Dowd teve início nas comunidades afegãs da Europa, EUA e Canadá. Mas, apesar da origem afegã, muitas crianças testadas que falavam um pouco de dari refletiam na pronúncia os sotaques regionais de onde moravam. "Foi aí que percebemos que precisávamos ir a Cabul para encontrar os meninos e grande parte do elenco. Não íamos encontrá-los em nenhum outro lugar!", diz Dowd. Por um mês inteiro, Dowd esteve em escolas, orfanatos e até mesmo nos parques da destruída Cabul, formando uma lista de candidatos promissores. Forster, que já estava a caminho de Cabul, tomaria a decisão final e, em vez de fazer testes formais de atuação, a primeira coisa que ele pediu às crianças afegãs escolhidas por Dowd foi que soltassem pipas, a fim de vê-las em um momento de descontração e brincadeira. Foi aí que o diretor fez suas escolhas: Zekiria Ebrahami, aluno do ensino fundamental, seria Amir e Ahmad Khan Mahmoodzada e Ali Danesh Bakhtyari, ambos da ARO (Afghan Relief Organization), interpretariam Hassan e seu filho, Sohrab.

"Quando conheci Zekiria, ele era tímido e não falou muito", diz Forster. "Mas havia algo em seu porte, um pouco de pesar, que me intrigava. O pai dele foi morto antes que nascesse, e a mãe o abandonou. Foi por conta dessa tristeza inerente que o achei ideal para interpretar o jovem Amir. Ahmad tinha energia e vitalidade e passava uma sensação de nada a temer, de estar disposto a viver intensamente, algo muito importante ao retratar Hassan. E Ali Danesh me deixava comovido só de olhar para ele. Ele é muito cordial mas, ainda assim, você sente um certo distanciamento, um muro emocional, que é compartilhado pelo personagem Sohrab."

Desde as etapas iniciais de O CAÇADOR DE PIPAS, a questão de onde gravar o filme assombrava a produção. A história ia pedir a recriação de mundos discrepantes que já não existem mais, incluindo a vibrante Cabul dos anos 70 e a Cabul de 2000 devastada pelo Talibã. O set escolhido acabou sendo a China ocidental. Foi na vasta e escassamente populada Província de Xinjiang que encontrou-se os elementos necessários para reproduzir a visão de Marc Forster.

A considerável tarefa de recriar duas Cabuls na cidade de Kashgar ficou a cargo do desenhista de produção Carlos Conti (NOVO MUNDO; DIÁRIOS DE MOTOCICLETA). Marc Forster explica o processo: "Carlos e eu começamos pesquisando imagens e fotos de Cabul e Peshawar e, quando chegamos na China, tínhamos uma visão muito clara do que queríamos. Decidimos usar cores contrastantes para tornar a Cabul dos anos 70 tão bela quanto possível e, então, fazer a Cabul de 2000 cinzenta, refletindo o rigor daqueles tempos."

Em Kashgar, um dos maiores desafios de Conti foi encontrar a correta locação para a casa de Baba, que representa a síntese da sofisticação de Cabul em seu auge. "Vimos muitas fotografias de casas no então prestigioso bairro Wazir Akbar Khan, onde Baba e Amir moravam na história", diz Conti. "Criamos, então, nossa própria casa no estilo arquitetônico da Cabul da década de 70 – mas com o esquema de cores que imaginamos para o filme". Outra importante locação era o Largo das Pipas de Cabul, em que o torneio de pipas atrai todos os olhares para o céu. Benioff comenta "O torneio de pipas precisava ser uma das imagens centrais do filme. E o que eu escrevi em algumas páginas levou um exército para filmar, com 300 figurantes e pessoas nos telhados, ruas e postes. Eu fiquei admirado com a forma que Marc controlou a logística do que parecia ser incontrolável."


Quando Amir e Farid retornam a uma Cabul bastante diferente, sob o domínio do Talibã, a idéia de Conti foi criar um contraste entre a energia das crianças brincando nas ruas e vendedores anunciando suas mercadorias nos anos 70 com o silêncio fúnebre e doloroso de um nada absoluto. "Discuti com Marc a idéia de ter muito pouco no frame e nenhum carro na cena em que Amir e Farid chegam a Cabul. Isso cria uma impressão forte de uma época em que ninguém podia soltar pipas, ouvir música, ver televisão ou ir ao cinema. É uma imagem que, em alguns segundos, permite que se entenda o que houve no Afeganistão. Meu objetivo era trabalhar com imagens simples e fortes”, explica o desenhista de produção.

O trabalho do diretor de fotografia Roberto Schaefer (EM BUSCA DA TERRA DO NUNCA) também contribui para um aspecto visual naturalista no filme. Schaefer misturou o cru com o épico, dependendo bastante das condições de iluminação disponíveis para ele em Kashgar. Ao mesmo tempo, preencheu a tela com admiráveis paisagens, texturas e cores.

Além de Kashgar e Tashkurgan, a produção filmou também em Pequim – que momentaneamente tornou-se São Francisco. E, a três horas de Pequim, no Estádio Baoding, foi gravada a amedrontadora cena de um apedrejamento talibã, com mil figurantes preenchendo as cadeiras. Depois de filmar por quase um mês na China, a produção foi para os EUA, onde registrou no Parque Cesar Chavez, em Berkeley, a cena de pipa que encerra o filme.

O resultado final de O CAÇADOR DE PIPAS permite que o público viaje de um mundo familiar para um mundo desconhecido. "Espero que, vendo o filme, o Afeganistão pareça às pessoas um local de esperanças, ilusões, sonhos e desejos, como todos os outros lugares do mundo”, diz Khaled Hosseini.

>>>Leia a crítica do filme no Spoler Movies
Cortesia da Paramount Pictures

21.12.07

Peter Jackson, New Line e MGM oficializam adaptações de O HOBBIT

A MGM, a New Line Cinema e o cineasta Peter Jackson finalmente entraram em acordo sobre O HOBBIT. A adaptação do livro de J.R.R. Tolkien, que deu origem à Terra-média de O SENHOR DOS ANÉIS, foi finalmente oficializada - e terá o diretor da trilogia do Anel como produtor executivo, ao lado de sua esposa Fran Walsh.

A adaptação será descontinuada em dois filmes que serão rodados simultaneamente. Além disso, todos os litígios envolvendo Jackson e a New Line foram encerrados (os acordos e seus números não foram divulgados). As filmagens começam em 2009 e a produção se inicia em poucos meses. O primeiro O HOBBIT deve sair em 2010. O fim da saga em 2011. Um blog de produção foi aberto, mas por enquanto apenas este comunicado pode ser lido por lá.

Lá e de volta outra vez

Nas crescentes novidades sobre O HOBBIT, existe um boato de que o filme não seria apenas uma simples adaptação, mas também um segundo filme que teria a função de ligar "O Hobbit" a "O Senhor dos Anéis", numa espécie de preqüência da trilogia.

Existem boas conjecturas para isso, dado o imenso material deixado por Tolkien e boas chances de acerto. Isso, claro, desde que se mantenham fiéis à obra do autor e não inventem uma história maluca, do nada. De qualquer forma, é válido analisar o que aconteceu entre "O Hobbit" e "O Senhor dos Anéis".

Nos livros, olhando as cronologias, percebe-se que na época, a Terra-média estava bastante agitada, pelo menos entre os "Sábios". Eis alguns argumentos interessantes:

Um pouco antes de Bilbo ser levado à aventura com os anões, temos o nascimento de Aragorn e, logo depois, a morte de seu pai, Arathorn, assassinado por Orcs. Com a morte do pai, o futuro rei é entregue pela mãe aos cuidados de Elrond em Valfenda, sob pedidos de manter a linhagem do bebê em segredo. Renderia um bom começo...

Também é um período no qual o Conselho Branco se reúne para decidir um ataque ao Necromante em Dol Guldur (ninguém mesmo do que o próprio Sauron). Ahá! Mais uma boa meia hora de aventura, com direito a senhores élficos, exércitos e disputas de influências.

Tem mais na história de Aragorn, o futuro rei: O bebê Aragorn fica sob a guarda de Elrond, incógnito sob o nome de Estel quando, aos 20 anos, lhe é revelada sua real identidade e lhe dada a posse dos fragmentos de Narsil e do Anel de Barahir. Nessa mesma época ele conhece (e se apaixona por) Arwen, a qual chega de Lórien. Aragorn então assume seu papel como líder dos Dunedain do Norte e passa a viver no Ermo, com seu povo, até conhecer e se tornar amigo de Gandalf. Ele, então empreende grandes feitos a serviço dos reis Thengel de Rohan (pai de Theodén) e do Regente Echtelion de Gondor (pai de Denethor, aquele que pira). Um desses feitos foi ter liderado um ataque aos Corsários de Umbar e pessoalmente ter matado seu líder. Destas poucas frases sabemos de onde vêm a intimidade de Aragorn com Rohan, Gondor e os Corsários. O rapaz era bem vivido. Ele vai para o Leste e, em Lothlórien, reencontra Arwen (após quase 30 anos!) e, na colina de Cerin Amroth, lhe pede em casamento lhe dando como presente o Anel de Barahir. Arwen aceita. Sogrão Elrond, muito enfurecido, diz que só aceita o casamento quando a vaca tossir e o mar partir em dois ou, no equivalente da Terra-média a esses dois fatos, quando Aragorn se tornar Rei de Gondor e de Arnor. Ahá! Vai pegar minha filha no fim do mundo, andarilho. Só pra encerrar a carreira de Aragorn anterior aO SENHOR DOS ANÉIS, sabemos que ele viajar por Moria e por Harad ("onde as estrelas são estranhas").

Tem ainda a tocante adoção de Frodo por Bilbo, após seus pais morrerem afogados. Mas vamos falar de grandes eventos, eventos cinematográficos de proporções "senhordosanéisianas". E temos um excelente: Moria.

Khazad-dûm, a Mansão dos Anões, estava abandonada desde o despertar da perdição de Dúrin, o Balrog de Moria, tão devidamente finalizado por Gandalf em AS DUAS TORRES. Logicamente os anões não venderam a derrota barato e Balin parte para a reconquista de Moria, junto a Flóin, Óin, Ori, Frár, Lóni e Náli. São os anões que participaram da aventura na Montanha Solitária. Nada como um pouco de tambores, escuridão e Orcs para inserir ação na preqüência.

E é isso, sem nem apertar demais, há três grandes histórias - Conselho Branco e o Necromante, Aventuras do Jovem Aragorn e A Reconquista de Moria. Mistério, amor, morte, intriga, aventura, vitória, derrota... e o que mais quiser e isso tudo em um período entre duas grandes histórias.


Notas de Produção

Enquanto Sam Raimi (HOMEM ARANHA) e Guillermo del Toro (O LABIRINTO DO FAUNO) saem na frente para assumir a direção do filme, vale a pena especular um pouco sobre o elenco do filme:

Ian Holm | Bilbo: Como personagem principal deve ocupar boa parte da trama e como, de acordo com o livro, Bilbo não envelhece mais, Ian Holm poderia ser o ator desde que conseguissem deixá-lo com a mesma aparência do início de O SENHOR DOS ANÉIS.
Andy Serkis | Sméagol: É um dos personagens principais da história (Quem não está ansioso pelas charadas?). Além disso sua busca pelo Um Anel pode ser melhor descrita, com sua ida à Mordor, sua prisão e soltura, o primeiro encontro com Laracna, sua caçada por Aragorn e Gandalf. Há bastante potencial dramático que com certeza será aproveitado.
Viggo Mortensen | Aragorn: Supondo o que está escrito, Aragorn teria só 10 anos à época das aventuras de O HOBBIT, mas a história é suculenta demais para Peter Jackson ignora-la. Eventos ligados a Aragorn que acontecem antes dO HOBBIT: a morte de Arador (avô de Aragorn) nas mãos dos Trolls, o casamento de Arathorn e Gilraen, a defesa silenciosa das fronteiras do Condado, o jovem Aragorn sendo escondido em Imladris e desconhecendo sua origem. Tenha certeza que isso tudo não faltará, seja nO HOBBIT, seja na Preqüência. Só a escalação de Viggo é meio incerta no começo, por causa da idade.
Ian McKellen | Gandalf: O mago é um dos personagens principais, sem tirar nem por. Encontros do Conselho Branco, invasão de Dol Guldur, Aragorn. É difícil achar um lugar onde Gandalf não apareça. A conta bancária de Ian McKellen ganhará mais alguns zeros.
Christopher Lee | Saruman: Teoricamente não aparece nO HOBBIT a não ser que tenhamos o evento da queda do Necromanta, no qual ele é bem importante já que é líder do Conselho Branco e tenta impedir Gandalf e os demais de agirem contra Sauron, antes do que considera adequado a seus planos.
Orlando Bloom | Legolas: Como Elfo da Floresta das Trevas, Legolas pode ser tranqüilamente encaixado, afinal é filho de Thranduil, que aparece com destaque no livro. Também há espaço para ele na grande Batalha dos Cinco Exércitos. Ou seja, Orlando Bloom e suas peripécias élficas têm espaço garantido no filme desde que seja tomado algum cuidado com a continuidade, impedindo contato antes do tempo com Gandalf, Gimli e Bilbo.
Hugo Weaving / Elrond: Está garantido. Aparece em quase todas as linhas da história, desde a infância de Aragorn até os eventos do Conselho Branco. Não parece sair muito de Valfenda, mas nem precisa.
Liv Tyler | Arwen: Têm espaço garantido e maior do que nO SENHOR DOS ANÉIS, com o enlace amoroso com Aragorn. Pode se preparar para grandes cenas românticas em Valfenda e Lothlórien ao som de algumas músicas estilo celta/new age, possivelmente em élfico. Só não sabemos se a Liv Tyler ainda agüenta o tranco de bancar a elfa "ninfeta".
Cate Blanchett | Galadriel : Boas chances de atuar no Conselho Branco e como avó da Arwen, talvez incentivando os avanços do jovem Aragorn - ou tentando impedi-los. De qualquer forma, interessante potencial. E com a Cate Blanchet mesmo.

Fonte: Valinor.com.br

14.12.07

O Cinema Espiritualista Nacional

Praticamente esquecido na França, onde se originou, o Espiritismo aportou no Brasil. Bastante difundido, esse movimento sofreu influências de nossa cultura e, nosso povo. Notadamente, a tradição católica está na raiz da maior parte das famílias espíritas, fazendo-se presente nos hábitos, hierarquias e rituais. No entanto, graças as origens indígenas e africanas, nossa nação tornou-se aberta a mediunidade. E hoje, alguns fenomênos, como entidades desencarnadas, possessão por espíritos, cura espiritual entre outras são coisas naturais no Brasil, coração do mundo - pátria do evangelho.

E nessas circunstâncias, o cineasta Glauber Filho realiza o primeiro filme espírita brasileiro para os cinemas: BEZERRA DE MENEZES: MÉDICO DOS POBRES. Realizado com a mais avançada tecnologia digital, o longa fará uma fiel reconstituição de época para representar o Ceará e o Rio de Janeiro do Século XIX. Com cuidadosa pesquisa história, aliada a extensa pesquisa iconográfica nos acervos mais importantes do país, a vida de Bezerra de Menezes será contada com passagens ficcionais e relatos de pesquisadores de sua vida e obra. No elenco, Carlos Vereza, que interpretará Bezerra de Menezes na fase adulta.

"O filme retrata a trajetória de Bezerra de Menezes, seguindo uma linha temporal, mas intercalada com depoimentos de personalidades que estudaram sua vida e obra", explica o cineasta Glauber Filho.

A trajetória de Bezerra foi marcada pelo amor e pela caridade. Seja como político devotado às causas humanitárias ou como o médico conhecido por jamais negar socorro a quem batesse à sua porta. Ele pesquisou a ciência espírita por meio de médiuns e sonâmbulos; ofereceu a medicina do futuro unindo magnetismo animal, homeopatia e a desobsessão e divulgou a filosofia espírita em sua coluna no jornal "O Paiz"


>>>Confira o site do filme aqui!

6.12.07

Por que tão sério?


A campanha de marketing da Warner Bros para THE DARK NIGHT, novo filme de Chistopher Nolan, promete um dos eventos mais geniais e espetaculares da internet.

Batman volta em 2008 para consolidar sua luta contra o crime, num reino de caos na cidade, gerado por (adivinhem...) O Coringa. Logicamente tudo será manchete no jornal The Gotham Times. Entre uma foto e outra de Bruce Wayne e Harvey Dent e anúncios instigantes (sistema de filtragem de água... essa é velha conhecida dos fãs), está escondido um link para outro site.

"Rasgando" com o mouse logo abaixo de "Mobsters fight for dominance" ("Mafiosos lutam por domínio", abre-se o caminho para o site The Ha Ha Ha Times, versão do Gotham Times zoada pelo Coringa. E daí os internautas têm todo o espaço para especular. Citam-se felinos, por exemplo...

No entanto, O coringa têm seu próprio site para brincar, ou melhor, recrutar seu bando. Trata-se do whysoserious.com. Muitos segredos estão guardados ali: Algumas pistas, um cofre e, naturalmente, uma entrevista de emprego, ou você achava que o coringa contrata qualquer um?

E quando o site viral revelou uma foto nova do vilão, abriu-se um link no qual o palhaço convidava internautas a mandarem suas fotos de Halloween. Entre as recompensas: um kit de maquiagem. Mas além do kit, alguns pacotes estão vindo com 25 exemplares do jornal The Gotham Times, que em suas quatro páginas tem matérias que vão desde o comportamento festivo de Bruce Wayne até Batman salvando o dia.

A cada dia, novos sites virais são revelados: Uma Casa de Tortas, o Bureal de Investigação, a Companhia de Táxi, uma Companhia de Segurança, uma instituição de auxílio à vítimas de advogados, uma escola, o Banco Nacional, o Departamento de Polícia, o Metrô de Gotham, uma igreja e uma Organização Filantrópica.

Cada site guarda um mistério ou pista para um novo site. Eles provavelmente estão reproduzindo a cidade de Gotham, conforme o próprio mapa da Companhia de Taxi

Alguns segredos revelados:

Quem deixou uma mensagem no telefone para WeAretheAnswer.org deve ter recebido uma mensagem dizendo para investigar o número LC6551, talvez o documento de alguém. No site da igreja, é possivel ver o Certificado de Casamento do Maroni e o Registro de nascimento da sua mulher."

Para abrir o cofre, você deve ajustar o relógio do seu computador para 7:38AM (horário em que Taffyface foi assassinado, segundo o The Gotham Times) e recarregar a página.

O Duas-Caras que Aaron Eckhart viverá na série de filmes de Batman, possivelmente já em The Dark Knight, terá sua metade desfigurada do rosto criada via efeitos digitais, e não maquiagem.

Boa sorte com suas descobertas!!! E não esqueça de me avisar se achar coisas interessantes...

3.10.07

Uma atriz não tão "Valente"

Antes de seu mundo virar de cabeça para baixo, antes de empunhar uma arma como um certo motorista de táxi em um famoso filme dos anos 70, a personalidade de rádio de Nova York, Erica Bain, lembra ao seu produtor: "Eu não sou um rosto. Sou uma voz".

Jodie Foster, que habita o corpo marcado e a alma assustada de Erica em VALENTE de Neil Jordan, é certamente ambos. Em uma recente tarde de sábado em meio à série de entrevistas para televisão, a vencedora de dois Oscar fez uma pausa para o almoço.

Ela ainda está maquiada. A blusa azul escura acinzentada que veste realça a cor de seus olhos, que se sobressaem em meio aos traços que compõem seu rosto familiar, determinado. Enquanto ela fala, sua voz, quase rouca, se levanta e baixa.

VALENTE traz um elemento novo aos chamados filmes de vingança. O mais óbvio é a escolha de Jodie Foster como uma mulher de profunda decência cultural que se torna uma vigilante. Jodie conta no filme com a companhia do talentoso Terrence Howard, que interpreta um policial de Nova York que fica perturbado ao descobrir que seu trabalho foi usurpado por um cidadão agindo à noite.

A atriz de 44 anos fala sobre a estranheza de uma atividade da qual é participante-observadora há quatro décadas.

Spoiler: Quão difícil é esta parte do trabalho?
Jodie Foster: Eu quero que as pessoas saibam como me sinto a respeito do filme. Eu gosto. Mas no final, eu realmente preciso de um bom banho. Uma moça simpática de Hong Kong se aproxima e pergunta, posso tirar uma foto com você? E digo: 'Claro, venha cá.' E coloco meu braço ao redor dela e sorrio. Mas na minha cabeça eu fico #$$%&. Eu me sinto péssima. Quando eu termino uma destas sessões, e quero me deitar no chão e odeio a mim mesma.

Spoiler: Há uma boa quantidade de vulnerabilidade em atuar.
Foster: É um trabalho estranho. É difícil explicar quão só você se sente. Você está cercada de 125 pessoas. Você está deitada em uma poça de sangue em Prospect Park às 4 da manhã. A equipe de maquiagem vem e aplica uma pequena cicatriz aqui, coloca um pouco de sangue ali. Alguém diz "vire para a direita, vire para a direita". Não é como se deixasse seu corpo, mas o exercício de estar em ambos os lugares ao mesmo tempo é estranho. É difícil de descrever. Mas quando você chega lá você sente tipo "Uau". (Ela faz uma pausa). Eu estou realmente só.

É engraçado. Eu anseio por isto. Eu preciso ter algo que não pertença à minha mãe, não pertença aos meus filhos (ela tem dois, um de 9 anos e outro de 6 anos), não pertença à minha parceira. Pertença só a mim. Eles não podem me tirar isto. Eles não podem entendê-lo. Mas é tão solitário. Isto faz você fazer coisas estranhas.

Spoiler: Por exemplo?
Foster: Por exemplo, eu nunca falo sobre o filme que estou fazendo com minha família. E se alguém me pergunta, eu digo coisas como "como vão os Mets?" ou "eu realmente quero um cappuccino". Então, quando está tudo acabado, eu saio com minha amiga para um drinque, bebo champanhe, faço um brinde e então vou (ela simula uma confissão truncada, chorosa). Eu me perco totalmente.

Spoiler: É fácil dispersar o mistério de algo se tentar dominá-lo cedo demais no processo.
Foster: É uma espécie de ritualização. Também é a vida que levamos. Após estas entrevistas, eu acho, as pessoas não vão até o bar? Isto pode levar você ao alcoolismo.

Spoiler: No ano passado, eu perguntei a Dakota Fanning: "Que carreira você gostaria de ter?" Ela disse: "A sua".
Resposta - Ohh.

Spoiler: Você assistiu HOUNDDOG? (No filme controvertido, que ainda aguarda lançamento, a personagem de Dakota Fanning é estuprada.)
Foster: Aquele foi o pior filme.

Spoiler: Você foi citada como tendo dito que considerou corajosa a atuação dela.
Foster: A interpretação dela é espetacular. Toda aquela coisa de menina impulsiva e indisciplinada é tão livre - e Fanning não é livre. Eu considerei que tudo aquilo foi belamente observado. Ela fará grandes coisas. E sabe de algo? Se ela não seguir a carreira de atriz, ela será uma excepcional corretora imobiliária.

Spoiler: Como você aprendeu a se proteger da toxicidade do showbusiness?
Foster: Eu tinha este tipo de mecanismo de sobrevivência. Às vezes há coisas que quero e eu sei que se não as tiver eu morrerei. A faculdade foi assim. O lado intelectual foi ótimo, mas a intimidade foi o que interessava. Se eu não tivesse aquilo eu teria morrido. Eu tenho certeza que tem a ver com minha mãe. Para minha mãe é uma questão de medo. Coisas ruins vão acontecer se você fizer isto. Coisas ruins vão acontecer se você fizer aquilo. Estar cercada de pessoas que deixam você contar o que sente e não haver nenhuma conseqüência.

Spoiler: E quanto ao seu emprego estranho?
Foster: Honestamente, atuar não é muito natural para mim. Não faz parte da minha personalidade. Eu não nasci subindo na mesa e dizendo "olhem para mim". Eu não sou alguém que é uma caixa de lágrimas. Eu não sou uma pessoa boa em exibir muitas emoções, eu sou bastante estóica. Fazer isto diante das câmeras é um pouco como arrancar minhas entranhas. É difícil para mim e exige uma certa bravura. Talvez seja por isso que sou uma medrosa na minha vida. Eu não consigo dizer "eu preciso de você" para alguém. Eu não consigo pedir que alguém me pegue no aeroporto. Na minha vida, eu simplesmente não consigo.

Por Lisa Kennedy - The Denver Post

Críticas:

VALENTE: Desejo de Matar

28.9.07

Cronenberg e Mortensen querem trabalhar juntos novamente

O cineasta David Cronenberg e o ator Viggo Mortensen acabam de concluir seu segundo filme em parceria, mas mal podem esperar para trabalhar juntos novamente.

"Na realidade, eu gostaria de tê-lo (Viggo Mortensen) em todos meus filmes. Mas se isso vai acontecer ou não depende de tantos fatores... quais filmes aparecem, se eles podem ser financiados, se Mortensen estará disponível", disse Cronenberg em entrevista ligada à divulgação de seu filme mais recente, EASTERN PROMISES.

O suspense sobre a máfia russa é fruto de uma colaboração criativa entre Cronenberg, Mortensen e o roteirista britânico Steve Knight, além de produtores e equipe técnica de ambos os lados do Atlântico.

É a segunda vez que o ator famoso pelo papel de Aragorn na trilogia O SENHOR DOS ANÉIS trabalha com o diretor de A MOSCA e CRASH - ESTRANHOS PRAZERES. A primeira vez foi em MARCAS DA VIOLÊNCIA, de 2005.

Viggo Mortensen declarou que, se depender dele, não será a última. "Gosto muito mesmo de trabalhar com ele", disse o ator, ressaltando que a força da parceria é baseada no respeito artístico mútuo.

Cronenberg acredita que pelo fato de Viggo Mortensen ser um artista tão completo --fotógrafo, poeta, pintor, músico, editor e ator--, ele contribui para um projeto muito mais do que a maioria dos atores contribui.

"Realmente sinto grande respeito pela opinião dele, não apenas por seu personagem em cada filme mas também por outros aspectos do filme", disse Cronenberg.

"É incomum encontrar um ator interessado nos outros aspectos de um filme que não dizem respeito a seu próprio personagem."

Em EASTERN PROMISES, Mortensen representa o russo Nikolai Luzhin, motorista de uma das mais notórias famílias do crime organizado de origem européia oriental que atuam em Londres.

Para se preparar para o papel, Mortensen foi à Rússia nas duas semanas antes de as filmagens começarem em Londres, para compreender as origens do personagem. Embora o ator fale muito pouco russo, ele foi ao país sem guia.

"Optei por fazê-lo sem guia porque eu não queria que as coisas me chegassem filtradas. Queria ver por mim mesmo o que eu pensava de tudo", contou Mortensen.

Por Karin Jensen - Reuters

Críticas:

EASTERN PROMISES: Marcas de Genialidade

23.9.07

Caveiras de Cristal

O título da nova aventura de Indiana Jones, atualmente em produção sob direção de Steven Spielberg, será INDIANA JONES AND THE KINGDOM OF THE CRYSTAL SKULL. O título foi revelado com pompa e circunstância pelo ator Shia LaBeouf durante o MTV Video Music Awards, que aconteceu dia 9 de setembro, e foi transmitido ao vivo diretamente de Las Vegas.

LaBeouf, que faz parte do filme juntamente com Harrison Ford, Cate Blanchett, Karen Allen, Ray Winstone e John Hurt, viverá o filho do legendário arqueólogo. O lançamento mundial está marcado para 22 de maio de 2008. Mais novidades sobre a fita podem ser encontradas em http://www.indianajones.com

Agora, novidades realmente quentes, consulte Tyler Nelson! O ator fez uma ponta como soldado russo e, no calor da vaidade, esqueceu que tinha assinado um contrato de sigilo e falou ao jornal local EdmondSun tudo o que viu no set de Indiana Jones. Coitado...Dificilmente trabalhará em Hollywood de novo...

O resultado: um monte de revelações pequenas mas importantes. E, aparentemente, corretas, porque o link foi retirado da rede e os 404 de costume aparecem em todas os outros sites que linkaram a reportagem.

Não prossiga se, ao contrário de Tyler Nelson, você preza por surpresas...


Os nazistas sinistros voltaram, mas agora com russos! Afinal a história se passa em plena guerra fria, em 1957. "Aparentemente, o exército soviético estava procurando uma caveira com crucifixo nas florestas da América do Sul, e Indiana Jones estava procurando também. Os russos então chantageiam Indy para que ele os ajude. Eles ameaçam matar Marion", começa Nelson, frisando que, ao contrário do elenco principal, não teve acesso ao roteiro inteiro.

Aliás, Marion Ravenwood (Karen Allen) é mesmo a mãe do "jovem Indy" Shia La Boeuf. Quando Indy/Harrison Ford descobre o fato, começa a se apaixonar de novo pela sua leading lady de CAÇADORES DA ARCA PERDIDA.

Tem mais: Segundo o linguarudo rapaz, a personagem de Cate Blanchett é uma interrogadora russa. "Nós [soldados] tomamos Indiana Jones como refém e conseguimos achar a caveira, daí dançamos a balalaika e cantamos em uma clareira. Então a câmera se vira para dentro de uma tenda, onde consegui ver Harrison Ford amarrado em uma cadeira, sendo interrogado", completou.

As caveiras de cristal , aliás, existem mesmo, e são um desses mistérios insolúveis da arqueologia. Feitas de quartzo de várias cores, elas foram encontradas em tumbas e templos da América Central e do Sul. O famoso aventureiro inglês Frederick Albert Mitchell Hedges – uma das inspirações para Indiana Jones – é o responsável por ter encontrado a mais famosa e perfeita delas, em circunstâncias tão misteriosas quanto o artefato. Incidente que provavelmente é base para o roteiro de Philip Kaufman.

Por Marcelo Hessel (Omelete), Ana Maria Bahiana (Globo) e Paramount Pictures

20.9.07

Memórias de um Anjo

Depois de uma longa busca e testes de elenco em todo o mundo com centenas de garotas, o ganhador do prêmio da Academia Peter Jackson e sua equipe escalaram duas de suas compatriotas neozelandesas, as atrizes Rose McIver e Carolyn Dando, para estrelarem o filme THE LOVELY BONES (ainda sem título em Português). Jackson irá dirigir o longa a partir do roteiro co-escrito por ele, Philippa Boyens e Fran Walsh.

McIver e Dando se unem a um ilustre elenco que inclui Rachel Weisz e Susan Sarandon, Ryan Gosling, Stanley Tucci e Michael Imperioli, e a estreante Saoirse Ronan.

"Fizemos testes de elenco em todo o mundo para os papéis de Lindsey e Ruth, mas no final descobrimos que as melhores atrizes para os papéis era jovens neozelandesas", disse Peter Jackson. "Estamos entusiasmados em podermos trabalhar com Rose e com Carolyn e achamos que o fato delas terem sido escolhidas para integrarem o elenco deste filme prova a grande intensidade do talento dos atores da Nova Zelândia".

A DreamWorks Studios juntamente com a Film 4 adquiriram os direitos do romance best-seller de Alice Sebold. Carolynne Cunningham, Jackson, Walsh e Aimee Peyronnet serão os produtores. A produção executiva será de Tessa Ross da Film 4, Ken Kamins e Jim Wilson.

"The Lonely Bones" foi uma das mais disputadas propriedades literárias dos últimos anos.

O filme contará a história de Susie Salmon, que é assassinada, mas que continua a observar sua família na Terra, depois de sua morte. Retirada do mundo que ela conhecia, Susie testemunha o impacto de sua perda naqueles que a amavam, enquanto seu assassino habilmente esconde suas pistas e se prepara para matar novamente. Em um tom que é tanto emocionalmente verdadeiro quanto carregado de humor negro, Susie tem que equilibrar seu desejo de vingança com o amor que sente por sua família e a necessidade de vê-los recuperados.

Rose McIver foi escolhida para o papel da irmã mais nova de Susie, Lindsey, que tem que crescer à sombra do desaparecimento e assassinato de sua irmã, e quem, no final, corre um grande risco para recuperar sua família. Carolyn Dando será Ruth Connors, uma das colegas de escola de Susie, que está ligada a ela de uma maneira estranha e inexplicável.

O filme está programado para começar a ser rodado em outubro na Pensilvânia e na Nova Zelândia, e será distribuído mundialmente pela Paramount.

McIver estrelou em diversos filmes para o Disney Channel, incluindo "Johnny Kapahala: Back on Board" e "Eddie's Million Dollar Cook Off", bem como em várias séries para a TV da Nova Zelândia, tais como "Rude Awakenings" e "Maddigan's Quest".

Carolyn Dando é estreante no cinema. Seus créditos anteriores incluem participações em peças teatrais locais em Auckland, Nova Zelândia e um papel no filme para televisão da ABC "Fatal Contact: Bird Flu in America".

Peter Jackson é um dos mais bem-sucedidos produtores de filmes da atualidade, ele dirigiu, escreveu e produziu a trilogia O SENHOR DOS ANÉIS, que no total arrecadou quase US$ 3 bilhões de bilheterias, foi indicado para 30 Prêmios da Academia e ganhou 17 Oscars incluindo Melhor Filme com o terceiro longa O SENHOR DOS ANÉIS: O RETORNO DO REI. Jackson sozinho levou para casa os Oscars de Melhor Direção, Roteiro Adaptado e Filme. Em 2005, ele dirigiu, escreveu e produziu KING KONG para a Universal. O filme arrecadou mais de US$ 500 milhões e ganhou três Oscars.

Philippa Boyens e Fran Walsh são freqüentemente co-autoras e produtoras, juntamente com Jackson. Elas colaboraram anteriormente nos roteiros dos três filmes do O SENHOR DOS ANÉIS e KING KONG, e também foram produtoras de cada um destes filmes. Boyens e Walsh, da mesma forma que Jackson, foram honradas com Oscars por sua participação no roteiro do "Retorno do Rei" e Walsh também ganhou o prêmio por ter escrito e produzido a canção "Into the West".

Por Cecília Morais - Paramount Pictures

Terra Estrangeira: Confira um panorama dos principais contenders ao OSCAR 2008 de Melhor Filme Estrangeiro

4.9.07

Brian vai à guerra

VENEZA: Em setembro do ano passado, quando estava no Festival de Toronto para apresentar DÁLIA NEGRA, Brian De Palma foi procurado por um representante da produtora HDNet Films com uma proposta: desenvolver um filme de US$ 5 milhões (cerca de R$ 9,8 milhões), sobre qualquer tema, desde que realizado em vídeo digital de alta definição.

De Palma respondeu que concordaria, se encontrasse um assunto adequado ao formato. Pouco depois, tomou conhecimento de um incidente da Guerra do Iraque em que soldados americanos de um posto de controle estupraram uma garota de 14 anos, massacraram sua família, atiraram no rosto dela e incendiaram seu corpo. "Como esses garotos podem ter chegado a esse ponto?

Procurando respostas, li blogs de soldados, vi seus vídeos amadores, surfei por seus websites e pelo material postado no YouTube. Estava tudo lá, e tudo em vídeo", disse o diretor.

O resultado desse trabalho foi exibido pela primeira vez na sexta-feira passada, na competição do Festival de Veneza, provocando alto impacto. "Redacted", que também será exibido no Festival de Toronto e tem estréia garantida no Brasil, é a recriação ficcional desse episódio brutal, na forma de um documentário multiforme, reproduzindo os meios de captação e reprodução da imagem digital hoje: diários filmados, documentários amadores, câmeras de vigilância, testemunhos on-line.


De Palma fez um filme profundamente político, não só pelo seu conteúdo, mas também pela proposta de uma reflexão em torno da imagem hoje. REDACTED significa "editado", numa referência à forma como a informação sobre a guerra do Iraque vem sendo veiculada pelos grandes meios de comunicação -"na base da omissão, da mentira e da censura", nas palavras do diretor. Em entrevista, De Palma transbordou sua indignação com a guerra e criticou, ainda, a indústria do cinema americano.

Spoiler: Depois da primeira exibição de "Redacted", a platéia parecia atônita, sem saber como reagir ao filme. O que achou da reação?
Brian de Palma: Antes de Veneza, mostrei o filme para poucos amigos, produtores e distribuidores. Notei essa mesma reação, em todas as exibições que fiz. Não sei bem o porquê, talvez por ser algo novo as pessoas ainda não saibam exatamente como processar o que viram. Quando você faz algo inovador, é natural que perguntem o que é isso. Mas só estou apresentando um material na forma como eu o descobri. Procurei determinadas informações, e a forma do filme evoluiu naturalmente dessa pesquisa. Fiz "Redacted" do modo que me pareceu o mais correto para expor o tipo de material que encontrei.

Spoiler: Como foi o trabalho de pesquisa?
De Palma: Basicamente, usei as ferramentas de busca da internet. Juntei mais de cem páginas de material e descobri tudo o que você vê no filme, não inventei absolutamente nada. O que selecionei e o que ficou na versão final é baseado em material de plena confiança. Está tudo lá. Nem sempre pudemos identificar a origem de certos materiais, que, por isso, não foram usados.

Spoiler: Além da pesquisa virtual, você conversou com soldados?
De Palma: Sim, vários. A pesquisa não se limitou à internet. E o mais impressionante é que as histórias são as mesmas, exatamente as mesmas do Vietnã! Os veteranos se fazem as mesmas perguntas, dizem as mesmas coisas: o que fomos fazer lá? Todo mundo parece me odiar! Que diabos é isso? Meu amigo explodiu atrás de mim! É exatamente a mesma história que contei em "Pecados da Guerra" [filme de 1989].

Spoiler: Você encontrou muitas barreiras legais enquanto desenvolvia esse filme?
De Palma: Sim. Precisei consultar advogados para saber o que poderia ser usado o tempo todo. O material que cai na internet não é de domínio público se você for fazer um filme de ficção. E isso é uma loucura. Nunca entendi direito como funciona essa legislação. Em nosso país, se você faz uma obra de ficção baseada em algo que supostamente aconteceu de verdade, pode facilmente ser processado pelas pessoas que viveram a história -mesmo depois de essa história ter sido publicada, impressa e transmitida pela TV infinitas vezes. Tudo, no filme, é ficcionalizado, mas não menos verdadeiro.

Spoiler: Por que a maior parte dos americanos não chegou a esse material, se ele está disponível na web?
De Palma: Isso é curioso. Não sei porque, mas toda a forma como a informação circula mudou, e muita gente ainda não sabe como chegar até ela. Do Vietnã para cá, acho que o aspecto do mundo que sofreu a maior transformação foi a mídia, que hoje não informa, mas esconde a informação. É preciso fazer um filme sobre isso: o que aconteceu com a mídia? Que tipo de transformação se efetuou? A primeira Guerra do Golfo, por exemplo, foi impressionante. Parecia um show de fogos de artifício. Ninguém via onde as bombas caíam, eram apenas luzes no céu. Mas, Deus do céu, aquelas bombas estavam caindo sobre pessoas!

Spoiler: Ter feito esse filme em vídeo foi um ato político?
De Palma: Não, o vídeo não é político por ser vídeo, é apenas um meio que está aí, disponível. O fato é que surgiu toda uma nova indústria criativa a partir do vídeo e da tecnologia digital e nós não fazemos idéia de onde ela vai parar. Toda vez que me conecto na internet, descubro alguma coisa nova. Há correspondentes de TV em várias partes do mundo que transmitem programas ao vivo, de suas próprias casas. Hoje, cada um pode ter seu próprio programa de TV. Isso é uma revolução.

Spoiler: Como você espera que seu filme seja recebido nos EUA?
De Palma: Fiz esse filme o mais silenciosamente possível, não queria que a notícia vazasse e algo pudesse atrapalhar nosso processo de trabalho. Tenho certeza de que "Redacted" vai desagradar muita gente. Sua primeira exibição está sendo aqui no Festival de Veneza. Acredito que, nos EUA, a reação vai ser bastante polarizada. A direita vai chamá-lo de propaganda comunista. Será uma reação forte.

Spoiler: Qual será o desenvolvimento da guerra a partir de agora? Haverá uma retirada em um curto espaço de tempo?
De Palma: Não. Essa guerra ainda vai durar muito tempo. Provocamos um caos e agora fica difícil sair dele. Alguém acreditou, algum dia, que nossa presença no Iraque tornaria algo melhor? Obviamente não sabemos nada! O que estamos fazendo lá? Mas a consciência do desastre está cada vez maior. Talvez com o novo Congresso, as coisas comecem a mudar. O desenrolar dessa guerra foi tão ruim e há tanta mentira que não há como evitar que as coisas venham à tona.

Spoiler: É possível voltar à ficção depois de um filme como esse?
De Palma: Não sei... Quero ainda fazer muitos filmes, mas filmes que sejam do meu interesse, do coração. Estou cansado de lidar com todo o "mambo jambo" do cinema. Todos os executivos de Hollywood, hoje, vieram da televisão. Há muita coisa boa na TV, mas esses executivos simplesmente não entendem nada de cinema. Eles querem produzir coisas que passem no horário nobre.

Spoiler: Como vê as perspectivas de sua carreira, daqui para adiante?
De Palma: Qual é o objetivo de uma carreira cinematográfica hoje? Fazer um sucesso atrás do outro? Por quê? Depois que você juntou um certo dinheiro, qual o sentido em ganhar mais dinheiro? Essa é a questão. Quando fiz "Missão: Impossível", meu filme de maior sucesso, Tom Cruise veio me perguntar se queria fazer "MI:2". Mas por quê? O que pode haver de interessante criativamente aí? Vejam Sam Raimi, um diretor talentoso, o que ele tem feito? Vai passar o resto da vida fazendo "Homem-Aranha"! Vão fazer mais três filmes! Sinceramente, esse é um preço alto demais para se ganhar um bilhão de dólares. Na minha idade, vou aproveitar o que me resta.

Por Pedro Butcher - Folha de São Paulo

29.8.07

O amor como ilusão

VENEZA: Em BROKEBACK MOUNTAIN, o amor é assombrado, proibido, um raro momento que sempre foge ao alcance de seus personagens. No mais recente trabalho de Ang Lee, LUST CAUTION, cuja premiere ocorre essa semana em Veneza, o amor é uma armadilha, ou mais cruel de tudo, uma ilusão.

“BROKEBACK MOUNTAIN é sobre um paraíso perdido, um Éden”, afirma Ang Lee direto de Veneza, “mas esse é o fundo do poço, um lugar repugnante. É mais como o inferno”.

Baseado num conto chinês de 26 páginas da famosa escritora Eileen Chang, a obra segue um grupo de estudantes patriotas que planeja assassinar uma importante figura do governo chinês, numa Xangai ocupada pelos japoneses, durante a segunda guerra mundial. A estreante Tang Wei é uma jovem que seduz um oficial do governo para abrir caminho ao plano de assassinato, num caso desesperadamente físico, imbuído de paixão e suspeita, como o próprio titulo sugere.

Ang Lee disse que quando leu pela primeira vez, o livro de Chang, que começou a escrever nos anos 50 e o revisou obsessivamente até publicá-lo em 1979, o conto o marcou profundamente da mesma forma que o texto de Annie Proulx, base para BROKEBACK MOUNTAIN. “No começo pensei que não havia jeito de filmá-lo, mesmo assim, não conseguia parar de pensar nele. Então chegou num ponto que senti que era a minha estória. Tornou-se uma missão”.

Como Lee, que nasceu em Taiwan, mas vive nos EUA desde os anos 80, Chang viveu dois mundos: Começou sua carreira antes da Guerra, com romances que evocam a fusão do Oriente com o Ocidente, o velho e o novo, algo que predominava em Xangai antes do comunismo. Após 1949, fugiu para Hong Kong e, então, para a América, onde continuou a escrever, mas sempre reclusa. Morreu em Los Angeles em 95 e teve seu trabalho adaptado para as telas em duas ocasiões com Stanley Kwan (RED ROSE, WHITE ROSE) e Ann Hui (LOVE IN A FALEN CITY).

Para Ang Lee, um astuto observador do poder sexual de desejo e repressão (não só em BROKEBACK MOUNTAIN, mas também em TEMPESTADE DE GELO, O BANQUETE DE CASAMENTO e RAZÃO E SENSIBILIDADE), o fascínio de LUST CAUTION encontra-se no irredutível mistério de sua estória de amor que culmina, aparentemente, num volúvel ato irracional. “É complexo e depressivo”, afirmou.

Para expandir o rápido argumento num roteiro decente (O filme em mandarim foi editado em duas horas e meia), Ang Lee trabalhou com o roteirista Wang Hui-Ling de COMER, BEBER, VIVER e O TIGRE E O DRAGÃO. Com baixo orçamento e modesta produção, a película foi filmada em 4 meses em Hong Kong, Malásia e Xangai.

Para Ang Lee, cujos pais foram exilados chineses, LUST CAUTION ressoa num nível político. “É sobre ocupar e ser ocupado”, disse. "O perigo aqui é se apaixonar pelo inimigo. É bonito de ver, mas impossível dominar”.

6.8.07

"Os Simpsons - O Filme", de A a Z

Dezoito anos, 400 episódios e agora um longa-metragem certamente valem meras 26 letras. Assim, para agradar cada um de vocês, nós apresentamos nosso guia de A a Z de "Os Simpsons - O Filme", que, como deve ser notado, revela algumas surpresas do filme.


Então, se você ler e ficar sabendo mais do que gostaria, fica frio, cara.


Nós avisamos, ok?



A
Ah-nold

Schwarzenegger há muito faz parte dos "Simpsons" como o personagem de Rainer Wolfcastle, um astro de filmes de ação exageradamente bem pago e que dirige jipe Humvee. O filme sacrifica McBain pelo artigo genuíno, que agora é, de alguma forma, presidente dos Estados Unidos. Seu mantra na Casa Branca: "Eu fui eleito para liderar, não para ler". "Nós tínhamos uma longa explicação sobre como ele conseguiu driblar a Constituição e se tornar presidente, mas ninguém que a viu deu atenção", disse Matt Groening, o criador dos "Simpsons". Para os curiosos: em uma cena excluída, Schwarzenegger convenceu os eleitores de que veio de Topeka, Kansas.

B
Brooks, Albert

Um coadjuvante lendário nos "Simpsons", que já dublou o vilão alegremente prestativo Hank Scorpio e Jacques, o instrutor francês de boliche. No filme, Brooks interpreta o chefe da Agência de Proteção Ambiental que deseja destruir Springfield nuclearmente quando o lago da cidade se torna ridiculamente contaminado. "Nós quase trouxemos Scorpio de volta quando considerávamos idéias para o filme", disse Groening.

C
Close To You ("Próximo de você")

Homer e Marge dançam a canção dos Carpenters em um flashback de sua festa de casamento. Para aqueles que lembram do casal se casando em uma capela de casamento rápido, o roteirista-produtor Al Jean nota: "Nós nunca nos prendemos a minúcias do nosso passado. Isto irrita nossos fãs mais radicais, mas se houver uma escolha entre lógica e entretenimento, o entretenimento sempre vencerá".

D
D'oh!

Antes da primeira sessão de teste (em Portland, Oregon, em março), os cineastas exibiram o filme para parentes e amigos no estúdio da Fox, onde descobriram que aquilo que o produtor executivo James L. Brooks chama de "aqueles terríveis créditos finais" foram cortados. "Nós tínhamos os alienígenas Kang e Kodos fazendo uma crítica selvagem do filme, apontando furos no roteiro e dizendo: 'Nós voamos 8 bilhões de milhas para isto?'", disse Groening. "Eles contestavam o filme que você tinha acabado de assistir. Aquilo removia toda a boa vontade em relação ao filme."
A seqüência de Kang e Kodos, juntamente com outras metapiadas cortadas -o Sr. Burns, a certa altura, diz: "Você não pode mais ter seu dinheiro de volta" - provavelmente aparecerão no DVD, assim como um trailer nos créditos finais para um filme-família de Schwarzenegger, "O Gênio de Frauda 2". Mas não espere pelos créditos finais onde Homer lê os nomes dos animadores coreanos.
"A piada cansa rápido", disse Brooks.

E
Emoção

Brooks, diretor de sucessos como "Laços de Ternura" e "Melhor É Impossível", empalidece ao ser rotulado como o sujeito que deve ser procurado para doçura.
"Mas se você tem um grupo de roteiristas no qual todos tentam ser modernos, engraçados e radicais, é muito difícil ser o sujeito a se levantar para dizer a fala emotiva", disse Groening. "Mas Jim prega a emoção. Ele inventa as falas engraçadas que contêm um toque emotivo."

F
Free ("Gratuito")

Homer nota o elefante na sala dentro dos primeiros cinco minutos do filme, se voltando para a tela e gritando: "Eu não estou pagando para ver algo que assisto de graça na TV". "Ora, você não pode zombar de todos e não de si mesmo", disse Brooks.

G
Green Day

A banda de rock toca a música tema dos "Simpsons", apesar do cantor Billie Joe Armstrong precisar de um teleprompter para ajudá-lo a lembrar da letra complicada: "Da da da da da da da da da da da da".

H
Hanks, Tom

A grande ponta do filme ocorre quando Hanks aparece em prol do plano da Agência de Proteção Ambiental para detonar Springfield e criar um novo Grand Canyon.
"O governo americano perdeu parte de sua credibilidade, então está pegando parte da minha emprestado", explica Hanks alegremente. "Nós procurávamos alguém em que os americanos confiariam", disse o roteirista Al Jean, "alguém como Walter Cronkite. Hanks foi a primeira opção. Nós enviamos o roteiro para ele, ele riu e veio. Quero dizer, nós pagamos para ele. Mesmo assim..."

I
Itchy e Scratchy ("Comichão e Coçadinha")

O gato e rato de desenho animado vão para a lua, um planeta que não foi gentil com Coçadinha no passado.

J
Já era

"Você sempre ouve que a série não é mais tão boa quanto antes", disse Groening. "Mas as pessoas sempre comparam os novos episódios com as lembranças de seus episódios favoritos, da época em que a série os surpreendia. É preciso ter a mente aberta e, para algumas pessoas, é impossível. A nostalgia ofusca seu pensamento."

K
Krabappel, Edna

Colocar "Os Simpsons" na tela grande fez com que tudo ficasse maior. Você perceberá isto durante o concerto do Green Day, quando a professora Krabappel arranca sua jaqueta para exibir uma imagem surpreendentemente grande. "Você estabelece o sutiã de Krabappel e parte daí", disse Jean. "O restante da escala do filme é baseado nela."

L
Life, a well-spent ("Uma Vida Bem Aproveitada")

O Cara dos Quadrinhos acredita que o mundo está prestes a acabar e diz: "Eu passei minha vida inteira colecionando quadrinhos e só posso dizer... foi uma vida bem aproveitada". Groening disse: "Nós fizemos um episódio onde sua avaliação final foi de que 'desperdicei minha vida', então achamos que desta vez ele merecia um final feliz".

M
Maggie: a primeira palavra

Em outra revisão histórica, Maggie remove sua chupeta e diz: "Sequel" (continuação). Sim, Elizabeth Taylor deu voz à primeira palavra de Maggie ("papai") em um episódio de 1992, mas como notou o diretor David Silverman, "ela não foi testemunhada por ninguém. Esta é a primeira vez que ela fala em frente da sua família".

N
Nuclear

Lixo nuclear é apenas um dos contaminantes despejados no Lago Springfield, causando o desastre ambiental do filme, sem contar um esquilo de múltiplos olhos. O esgoto da usina do Sr. Burns é superado em toxicidade apenas pelo caminhão-tanque de suor do palhaço Krusty.

O
Outra vez

"Acredite, nós somos os primeiros a saber quando nos repetimos", disse Jean. "Nós sentimos como se tivéssemos feito tudo três vezes. A maioria de nossos fãs são gentis o bastante para não se queixarem."

P
Porco

Homer salva um porco do açougueiro no início do filme, o mais recente em uma longa fila de animais - Bitey, o gambá do episódio "Marge contra o Monotrilho", Pinchy a lagosta, Mojo o macaco - que Homer já adotou.

Q
Quimby, prefeito Diamond Joe

Ele está no filme. Assim com o Homem-Abelha. E o Capitão do Mar. E o sr. Teeny. E a Cat Lady. Ao todo, há 98 papéis com fala, incluindo praticamente todo morador de Springfield - exceto o impaciente superintendente Chalmers. "E tínhamos uma grande cena com ele e o diretor Skinner", disse Groening, "onde o carro deles é virado pela multidão e Chalmers fica bravo com Skinner. Mas não conseguimos encaixá-la".

R
Rumsfeld, Donald

Inicialmente, o chefe da Agência de Proteção Ambiental era um sujeito empavonado que falava lentamente. Depois da exibição teste em Portland, ele foi trocado por um político confiante que faz loucuras. "Rumsfeld foi o modelo", disse Jean. "Quando Albert voltou para ler as falas, ele até mesmo tinha aqueles óculos pequenos semelhantes aos do Rumsfeld."

S
Sideshow Bob

Os cineastas tentaram inserir o antigo inimigo de Bart, mas não conseguiram encontrar um lugar para ele. Mas Sideshow Bob voltará à série pela 10ª vez em um episódio de novembro, que reunirá os membros do elenco de "Frasier", Kelsey Grammer (Bob), David Hyde Pierce (Cecil, o irmão de Bob) e, fazendo sua estréia nos "Simpsons", John Mahoney.

T
Truth, internal ("Verdade Interior")

Brooks disse: "Marge, pela primeira vez, descobre qual é sua verdade interior. Ela indica que está ciente de como Homer é visto pelas demais pessoas e como lida com isto". Groening disse: "Tal revelação é um dos momentos mais tocantes que fizemos na história da série".

U
Unchecked Id ("Id irreprimido")

Enquanto isso, Homer percebe pela milionésima vez que agir impulsivamente traz conseqüências. "Eu tento não pensar nas coisas", ele diz para Marge. "Eu respeito as pessoas que pensam, mas eu apenas tento fazer o dia não doer até conseguir me arrastar para a cama ao seu lado."
Sim, Brooks escreveu tal fala.

V
Vader, Darth

Groening disse que ouve as reações mais honestas dos fãs enquanto espera na fila do banheiro - freqüentemente cercado por adultos vestidos de lorde Vader - na convenção anual de quadrinhos Comic Con em San Diego.

W
Wassail

O ponche picante sem dúvida traz más lembranças para Schwarzenegger, que após ver o esquilo mutante de múltiplos olhos do filme, estremece: "Todos aqueles olhos furiosos e dentes afiados. Me faz lembrar do Natal com os Kennedys".

X
X-Rated ("Proibido para menores")

Nem mesmo perto. O filme recebeu a classificação PG-13 (menores de 13 anos apenas acompanhados de pai ou responsável) por "humor irreverente", uma designação que Brooks chamou de "excelente crítica". Os elementos do filme inadequados para a televisão mais notáveis envolvem Marge gritando um certo palavrão (não, não começa com F) por frustração, Homer mostrando o dedo e Bart exibindo suas partes íntimas enquanto anda pelado de skate. "Eu desafio a maior pessoa pudica do planeta a não rir da seqüência do Bart", disse Groening. "No contexto, é uma piada sobre inocência."

Y
YABBA-DABBA-NÃO

Silverman disse que sempre lhe perguntam sobre um filme dos "Simpsons" com atores de carne e osso. "Eu menciono o filme dos 'Flintstones' e isto encerra o assunto rapidamente", disse Silverman.

Z
Zimmer, Hans

Alf Clausen, o compositor de longa data dos "Simpsons" estava ocupado com a série, então o ubíquo Zimmer, que já trabalhou com Brooks em vários filmes, ficou com o cargo. A versão em coral da canção "Spider-Pig" de Homer no filme? "Hans fez aquilo por capricho", disse Brooks. "Ele foi ótimo."

Por Glenn Whipp - NYTimes

1.8.07

Como deixar Jane Austen sexy

Como devolver a paixão, se não sexo de fato, à Jane Austen e suas heroínas é a mais nova onda de Hollywood, na atual "indústria de Austen". Vários colocam palavras de Jane Austen nas bocas de outros personagens - seja nos filmes de "Harry Potter" ou na série de televisão "The Gilmore Girls".

"The Jane Austen Book Club", sobre seis pessoas que se reúnem para discutir a vida e sua autora favorita, estreará nos cinemas americanos em 21 de setembro, logo depois de "Becoming Jane", que dá à própria Austen (Anne Hathaway) um grande romance altamente fictício. Austen tem inspirado novos livros, blogs e -definindo sua imagem como escritora para solteironas empertigadas- dezenas de 'mash-ups' engraçados no YouTube.

Como esta romancista do início do século 19 se tornou a atual rainha do filme light para mulheres? Poucas outras escritoras atingiram tal grau de celebridade pop: Virginia Woolf e Sylvia Plath pelo drama de seus suicídios, as Brontes pelo romance gótico de suas novelas e o contraste com suas vidas tranqüilas. Mas nenhuma inspirou tanto fanatismo e ardor -ou mercantilismo- quanto Austen.

Ela entrou na cultura popular mais amplamente que outros escritores por ser assustadoramente contemporânea. Seu retrato irônico da sociedade é apresentado por uma voz confortadora, de irmã, como se fosse parte Jon Stewart, parte Oprah Winfrey. Sob os detalhes de época, a heroína típica de Austen oferece algo para que quase toda mulher se identifique: ela não tem medo de ser a pessoa mais inteligente na sala, mas após uma série de mal-entendidos fica com o homem de seus sonhos. Não é preciso ser um gênio de marketing para avistar um público potencial de cinema para a fantasia do conseguir tudo.

E apesar da era de Austen -com seu código rígido de regras sociais- poder ser repressiva para quem vivesse nela, parece positivamente pacífica e estável, quando belamente retratada na tela. Um descanso do atual mundo frágil e não confiável de relações breves, divórcio e terapia familiar.

Tudo o que falta a Austen é o sexo, e muitas novas adaptações estão acrescentando o que ela era elegante demais para mencionar.

A ênfase na atração física começou com a minissérie "Orgulho e Preconceito" da BBC, de 1995, que transformou Colin Firth em ídolo romântico como um Darcy cheio de sex appeal. No ano seguinte Helen Fielding atualizou "Orgulho e Preconceito" em "O Diário de Bridget Jones", batizando seu herói de Mark Darcy e acentuando o quanto a popularidade de Austen estava intricadamente ligada aos filmes.

Bridget, na verdade, não é louca pelo Darcy de Austen, mas em Colin Firth como Darcy nas telas; na seqüência do romance, "Bridget Jones -No Limite da Razão", ela fica obcecada pela cena dele emergindo de um mergulho em um lago com a camisa molhada. (Firth até mesmo foi astuto em interpretar Mark Darcy nos filmes 'Bridget Jones'.)

Tal onda de Austen nos anos 90 incluiu pelo menos seis adaptações para as telas, com três versões de "Emma": a de Gwyneth Paltrow, a de Kate Beckinsale e "As Patricinhas de Beverly Hills", que atualizou sagazmente a personagem em uma estudante colegial mimada de Beverly Hills.

Trazer à tona a paixão em "Orgulho e Preconceito" foi deliberado, disse Andrew Davies, que escreveu a minissérie. "Sexo é o motor da trama em "Orgulho e Preconceito", disse Davies em uma entrevista. "Darcy se vê sexualmente atraído por Elizabeth antes mesmo de conhecê-la. Quando finalmente a conhece, ele não gosta dela, mas ainda assim não consegue se afastar dela."

Para o novo "Razão e Sensibilidade", a história da sensata Elinor e sua irmã mais jovem impulsiva Marianne (Emma Thompson e Kate Winslet no glorioso filme de 1995), Davies levou ainda mais longe a alusão de Austen ao sexo. No romance nós apenas ouvimos que o homem que Marianne ama, Willoughby, teve um filho com uma mulher jovem. Mas como Davies a descreve, Willoughby seduz "esta menina de 15 anos, então parte, a deixando grávida e a esquecendo completamente".

A versão cinematográfica de 2005 de "Orgulho e Preconceito", com Keira Knightley e Matthew Macfadyen, enfatizou tanto a atração física entre eles que Darcy quase se tornou Heathcliff, um herói bronteano taciturno que declara ferozmente seu amor parado em meio uma tempestade de chuva e vento. Isto muda radicalmente Austen. Se Darcy não é uma pessoa antiquada, quem ele é? Mas isto ajuda a tornar o romance mais atraente para um público contemporâneo;

Atração sexual é o mínimo que as pessoas esperam em um casamento hoje em dia. Na época de Austen, quando casamentos arranjados e casamentos de conveniência eram comuns, suas heroínas extraordinárias insistiam no amor, outro motivo para falarem tão diretamente aos leitores modernos.

Marsha Huff, a presidente da Sociedade Jane Austen da América do Norte (como muitas fãs de Jane, ela não é uma acadêmica; é uma advogada tributária) aponta para a cena em "Orgulho e Preconceito" na qual lady Catherine (Judi Dench no filme de 2005) tenta pressionar Elizabeth a desistir de Darcy por ser socialmente inferior a ele. "Elizabeth reage exatamente como reagiríamos: ela se sente insultada, fica indignada pela forma como este dinossauro de outra era tenta dizer a esta mulher jovem, bela e inteligente o que fazer", disse Huff em uma entrevista.

E por mais que a sociedade tenha mudado, as heroínas de Austen -diferente das heroínas das Brontes- lidam com obstáculos críveis e atemporais de classe, dinheiro e mal-entendidos, que tornam suas obras adaptáveis a qualquer era. Como disse Huff: "Todas acham que são Elizabeth Bennet; nem todas acham que são Jane Eyre. Todo mundo conhece uma mulher jovem tentando decidir se o sujeito pelo qual está atraída é a pessoa certa. Nem todas conhecem o homem certa que tem uma esposa louca no sótão".

A própria Austen viveu uma vida tranqüila como filha de ministro religioso e nunca se casou. Mas em uma era de celebridades, é surpreendente que filmes sobre ela, como 'Becoming Jane"', tenham demorado tanto para serem feitos. E quem não gostaria que ela tivesse tido um romance ardoroso como o que deu às suas heroínas? O filme atende tal desejo nas telas, adotando uma abordagem histórica, convencional, ao período, ao mesmo tempo em que dá a Austen uma aventura que -como reconhecem os cineastas- ela provavelmente nunca teve.

A escassez de fatos. As cartas de Austen revelam que quando tinha 20 anos ela se apaixonou por um jovem irlandês chamado Tom Lefroy, que estava visitando seu tio e tia, vizinhos dos Austens, no Natal de 1795. Nem Jane e nem Tom tinham dinheiro, um obstáculo intransponível para o casamento. Tom partiu após esta visita para as Festas e provavelmente ela nunca mais o viu. (Alguns argumentam que eles se encontraram mais uma vez em um período posterior.) Suas cartas deixam claro que ela ficou dolorosamente decepcionada, mas não há evidência de que o flerte tenha ido além disto.

"Imagine para si tudo de mais devasso e chocante na forma de dançar e sentar juntos", escreveu Austen para sua irmã, Cassandra, sobre seu encontro com Lefroy em um baile. (Tradução: eles dançaram juntos o suficiente para provocar comentários das pessoas.) É seguro presumir que a verdadeira Austen nunca disse, como a Jane das telas faz após dar um beijo passional em Tom (James McAvoy) sob o luar após um baile: "Eu fiz isto bem? Eu queria pela menos uma vez ter feito isto bem? Apesar de tais exageros, o filme não transforma Jane em uma meretriz.

Homenagens contemporâneas como "The Jane Austen Book Club" não precisam ser tímidas sobre a heroína saltar para a cama com um Príncipe Encantado potencial. Mas enquanto o romance de Karen Joy Fowler parece contido -cinco mulheres e um homem possuem problemas românticos que a leitura de Austen convenientemente os ajuda a resolver- o filme de Robin Swicord vai mais diretamente à essência do atual apelo de Austen. Ele começa com uma barulhada de celulares e trânsito da hora do rush, o barulho e confusão mental da vida cotidiana dos quais Austen ajuda a escapar.

E se apóia na voz otimista, de irmã, que torna Austen tão confortadora. Bernadette (Kathy Baker), uma mulher mais velha e sábia que já se casou várias vezes, conhece Prudie (Emily Blunt), uma mulher jovem perturbada em um casamento problemático, em um festival de filmes de Jane Austen. Quando Bernadette sugere o grupo de leitura, ela assegura a Prudie: "É o antídoto perfeito".

Prudie pergunta: "Para o quê?"
"Para a vida", responde Bernadette.

Por Caryn James - NYTimes

21.7.07

Os Simpsons

... maiores do que nunca

Contando os dias em que Homer, Marge, Bart e Lisa apareceram em curtas de animação no programa "The Tracey Ullman Show", "Os Simpsons" já estão na televisão gratuitamente há quase 20 anos.

Assim, é fácil entender por que os criadores da série, Matt Groening e James L. Brooks, estão relutantes em revelar muito sobre "Simpsons - O Filme", que será lançado nos cinemas americanos em breve. Eles precisam dar aos fãs um motivo para desembolsarem US$ 10 pelo ingresso.

"Eu direi que temos coisas no filme que não podemos fazer na TV", disse Groening. "Pode haver alguma nudez. Pode ser de pessoas que você queira ver nuas. Pode ser pessoas que você NÃO queira ver nuas. Mas você verá coisas que nunca viu antes."

Enquanto a mente fica zonza diante da pequena revelação de Groening (um nu frontal do Comic Book Guy -o sujeito da loja de quadrinhos- meu Deus, não!), deve ser notado que "Os Simpsons -O Filme" terá classificação PG-13 ("nós esperamos", brinca Groening, se referindo à classificação que permite que menores de 13 só possam assistir acompanhados de pai ou responsável), exibe todos os personagens do vasto universo de Springfield (até mesmo o Comichão & Cocadinha e o Homem-Abelha) e tenta obter um equilíbrio entre a estupidez pastelão de Homer e o humor de personagem.

Avaliando apenas pelos trailers, seria possível imaginar que o filme se apóia bastantes nas "gags" de Homer.(Groening confirma que o elenco convidado incluirá Albert Brooks, juntamente com "algumas boas surpresas"). Em uma cena, Homer é perseguido por uma turba furiosa que inclui o dr. Hibbert, que grita: "Eu vou matar você, seu filho da puta!"

Outro clipe, presente na recém-lançada caixa de DVDs "Os Simpsons -9ª Temporada", exibe Marge exigindo que Homer se livre do silo gigante de dejetos de porco encontrado no quintal deles. Será que a fúria da cidade contra Homer tem algo a ver com seu método para se livrar dos dejetos de porco?

"Nós apresentamos algumas histórias falsas", disse Brooks. "Antigamente as comédias nunca colocavam suas melhores piadas nos trailers. Agora, com o marketing mandando, você começa o trailer com a melhor piada. Nós estamos tentando chegar a um equilíbrio entre os dois."

Groening acrescentou: "Mas pode levar a sério o descarte de dejetos de porco. Pisar na bola nisto poderia realmente estragar o dia de alguém."

A equipe criativa por trás de "Os Simpsons" tem discutido idéias para um filme desde 1992, quando se pensou em esticar o episódio "Acampamento Krusty" para o tamanho de um longa metragem. Mas produzir uma série de televisão, um empreendimento que toma o ano todo, impediu qualquer tipo de ação.

Outro fator: a Fox queria opinar na criação do filme. Assim que o estúdio desistiu, disse Brooks, o filme começou a avançar e rápido. Groening descreve o encontro inicial de um grupo de astros roteiristas de "Os Simpsons", onde a trama básica foi acertada em duas horas.

"É claro que foram necessários 15 anos para se chegar aí", disse Groening.

Será que estão alguns anos atrasados? É uma pergunta feita por muitos antigos fãs que acreditam que a série, atualmente em sua 18ª temporada e que exibirá o 400º episódio em maio, perdeu o rumo, sem contar sua originalidade.

Adam Wolf, que mantém o site dedicado à série "Last Exit to Springield" (última saída para Springfield www.lardlad.com), duvida que o filme possa "recapturar a magia dos primeiros anos aos intermediários".

"A série está completamente diferente agora", disse Wolf. "Retornar aos anos de glória a esta altura seria um feito espetacular, mas que também levaria à pergunta sobre o motivo dos episódios não serem tão bons quanto o filme."

As críticas de Wolf: gags demais às custas da história, Homer demais (o que anda de mãos dadas com a primeira queixa, porque Homer geralmente é a fonte do pastelão da série).

O veterano dos "Simpsons", Al Jean, que comanda a série desde a 13ª temporada, respondeu às críticas: "Surpreender as pessoas após 18 anos é difícil. Mas a verdade é que lido com tal sensação desde a segunda temporada. Não é nova."

Groening acrescentou: "Todo episódio é o melhor que já fizemos? Não. Mas ainda somos consistentemente engraçados e surpreendentes. Você pode se queixar de que há Homer demais. Você também poderia se queixar de que há Pernalonga demais. Mas eu ainda quero ver o Pernalonga e não o Pepe Lê Gambá, e eu gosto do Pepe Le Gambá!"

As expectativas dos fãs incomodam este pessoal? Jean disse no ano passado que se sentisse alguma pressão adicional, ele viraria um diamante.

Brooks disse que os roteiristas, que são 11, se preocuparam tanto no início que foi necessário a todos quase um ano para "sentirem que não nos importávamos".

"Era preciso um espírito descontraído para fazer este filme", disse Brooks. "Nós conseguimos, mas levou um ano."

"O que é ótimo sobre 'Os Simpsons'", ele acrescentou, "é que você pode ir em várias direções diferentes de comédia rasteira, alta comédia, comédia romântica, ação e fazer com que tudo funcione no mesmo filme. Pessoas diferentes riem de coisas diferentes. Eu acho que o filme cobre todas as bases."

"Eu vou ficar decepcionado se as pessoas não sentirem alguma emoção real", disse Groening. "Mas eu também ficaria decepcionado se algo grande e pesado não caísse no Homer."

...e menores do que nunca

Parece que a Fox barrou vários críticos e jornalistas das primeiras exibições de imprensa de "Simpsons, O Filme". Todos escreviam prioritariamente para blogs e portais. Em retaliação, a Associação De Críticos de Cinema de Chicago iniciou um boicote a todos os filmes da Fox. O assunto, evidentemente, foi comentadíssimo nos blogs, o que gerou mais banimentos e punições por parte do estúdio. A mais recente conseqüência da novela foi o súbito cancelamento de todos os eventos da Fox na Convenção de Comix de San Diego desse ano, território privilegiado para lançar filmes de ação, aventura e sci-fi – e império da cobertura online.

Agora fica a dúvida: O novo filme do Simpsons é uma bomba ou é apenas uma tentativa de proteger o filme? Geralmente, quando algum estúdio cancela exibições para imprensa, é porque o filme não promete crticas animadoras, por outro lado depois do ocorrido com o último livro do Harry Potter na Internet...

A questão, como sempre, é controle - o timing de matérias é peça fundamental de toda campanha de lançamento. E, hoje, isso quer dizer os dez dias em torno do lançamento – três antes, sete depois - onde um filme tem talvez a única oportunidade de dizer a que veio. Durante duas décadas os estúdios montaram uma bem engrenada máquina que controlava sem problemas os jornais, revistas e emissoras de TV, especialmente nos EUA.

Mas como controlar a internet? Ainda mais porque, como diz muito bem um jornalista, “a maioria de nós escreve para a internet de um jeito ou de outro, ou diretamente ou através da distribuição das agências”

Resta aguardar...Vale lembrar que no Brasil, A FOX Filmes têm uma das melhores estruturas e assistência para blogueiros...

Por Glenn Whipp (Los Angeles Daily News) e Ana Maria Bahiana (Hollywood Watch)
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