Mostrando postagens com marcador SALAS DE CINEMA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SALAS DE CINEMA. Mostrar todas as postagens

20.10.07

No Matadouro

São Paulo (Dia 1): Uma garoa fina. Friozinho aconchegante. Um chocolate com conhanque. E a Mostra começa no antigo Matadouro de São Paulo, hoje a Cinemateca da cidade. A novissíma sala BNDS é um espetáculo. Uma das mais belas salas de exibição da cidade. Na antiga arquitetura rústica do ambiente, com tijolinhos aparentes e gigantescas janelas em arco, foram agregados modernos equipamentos de exibição. Um show. Na hora do filme, grandes paredes retráteis descem nas laterais, cobrindo a iluminação natural do ambiente para o grande espetáculo da sétima arte. E os filmes cumpriram a expectativa...

PONTO VERMELHO é uma piada e não; não é uma comédia. Pelo contrário, ele pretende ser muito sério em suas críticas à política italiana. Mais é um filme muito amador, mal resolvido e de argumento fraquíssimo. O elenco é um desastre, a direção é ruim e a música é detestável e detalhe: Exibido em cópia digital. Só incentivou mais minha má vontade.

A BANDA chegou, A BANDA vêem, A BANDA vai, A BANDA vêm e vai. Queriam pompa, obtiveram circunstâncias. Perdidos em Israel, A BANDA (Filme indicado a representar Israel no Oscar e "rejeitado" pela Academia) acaba nos confins do suburbio onde encontram hospitalidade de pessoas tão solitárias quanto eles. Um filme enxuto, minimalista, que aborda o tema da solidão de um modo muito eficaz. Uma pena que tenha sido descartado, pois tinha chances até de Oscar.

Por falar em Oscar, A VIDA DOS OUTROS, vencedor do prêmio ano passado, mostra a força do cinema alemão. Narra a paranóia do comunismo, ao vigiar todos os "camaradas" formadores de opinião na Alemanha Oriental. Mereceu a estatueta, pelo excelente roteiro e pelo elenco.

O primeiro filme da canadense Sarah Polley (LONGE DELA) é uma historia de amor universal. Julie Christie e Gordon Pinsent formam um casal que precisam enfrentar o destino, no caso o mal de Alzheimer dela. Uma doença que, pouco a pouco, vai apagando a memória de Julie, inclusive os 44 anos que viveu junto a seu marido. Trata-se de um filme delicado em toda a sua concepção, fala de amor puro, honesto. Díficil não se comover com o casal. Com ela, que esquece. Com ele, esquecido.

7.8.07

A Grande Festa da Pipoca


A experiência de ir ao cinema: Gigantescas salas em formato stadium, centenas de lugares disponíveis, uma longa fila para comprar ingressos e, para arrematar, um grande lançamento na telona. Há, porém, quem prefira deixar de lado toda essa cansativa maratona para assistir a um caríssimo e comentado blockbuster para apreciar um filme asiático premiado em festivais internacionais.

As salas de cinema estão espalhadas por todas as cidades do país. Para todos os gostos. Em alguns lugares, foram reformadas e possuem equipamentos com tecnologia de ponta. Outras, ficam localizadas em pontos movimentados, têm salas menores, cafeteria e algumas até livrarias, se tornando um ponto de encontro cult. Nas telas, sessões de arrasa-quarteirões, documentários, filmes independentes e raridades.

Mas afinal, Qual as melhores salas de cinema do Brasil?

Durante duas semanas, os leitores de SPOILER enviaram vários e-mails escolhendo suas salas preferidas: Citaram o tamanho da tela, a ergonomia das poltronas, a qualidade do som e da imagem, a visibilidade da tela de diferentes fileiras (incluindo a fatídica primeira), a limpeza e o acesso a deficientes, a organização das filas, o serviço de venda de ingresso, o ecletismo da programação, as condições do banheiro e a área de conveniências, como café e livraria.

A poltrona também ganhou um capítulo só para ela. Vários reparam se os braços eram removíveis - os famosos "loveseats" para namorados - e vinham com porta-copo, se o espaço entre as fileiras era suficiente e se a inclinação das cadeiras não deixava dores no pescoço, entre muitos outros detalhes.

São Paulo

São Paulo até que vai bem de opções nessa área. Não somos sortudos como os nova-iorquinos, que dispõem de uma sala para cada 20 mil habitantes. Muito menos como os parisienses (6 mil moradores por sala). Nossa média é uma para 42,5 mil apaixonados por cinema. Não podemos, porém, reclamar da variedade. Entre nossas 228 salas, há opções para os que curtem megaproduções e os que preferem o circuito alternativo. De salas com charme cineclubista a modernos complexos multiplex.

A região da Avenida Paulista concentra as melhores salas da cidade. Localizadas no coração da capital, cinemas como Espaço Unibanco, Reserva Cultural, HSBC Belas Artes e CineSesc (foto), único do Brasil a oferecer um bar dentro da sala, já viraram ponto de encontro conhecido de uma tribo ligada à cultura de assistir a filmes diferentes em locais confortáveis e simpáticos. Ainda na região, há o Unibanco Arteplex, que fica dentro do Shopping Frei Caneca e segue a mesma linha em sua programação.

Os destaques destas salas são as atrações especiais, que vão de debates a exposições, entre outros. O HSBC Belas Artes, por exemplo, promove todo mês um evento batizado de Noitão Belas Artes, em que exibe três filmes na madrugada de uma sexta-feira. Os intervalos costumam ser animados por sorteio de brindes e um café da manhã é servido para os sobreviventes.

O Hoyts do Internacional Shopping, em Guarulhos com 15 salas também foi citado. Os cultuados Unibanco Arteplex e Espaço Unibanco, ainda representam a força do cinema independente, respondem por 800 mil e 550 mil espectadores por ano, respectivamente. Também citaram o Kinoplex Itaim, do grupo carioca Severiano Ribeiro. O cinema foi um dos mais elogiados na enquete.

Na lista, também está o Bristol, na Paulista, com uma das melhores salas da cidade segundo a avaliação - além da melhor pipoca. Também foi avaliado cinemas menores ou menos conhecidos que, em alguns casos, foram boas surpresas. Como o multiplex popular Moviecom, do Shopping Penha. Ou do clássico Olido, no Centro. Na contramão da decadência dos cinemas da região, o Ipiranga, renovado. E por falar em renovação, o Reserva Cultural Paulista com programação voltada ao cinema independente, foi citado também, mas negativamente pelo péssimo atendimento.

Rio de Janeiro

A zona sul é um dos points undergrounds na cidade maravilhosa. Boa parte dos filmes com estréias exclusivas nas salas alternativas é exibida nos pequenos cinemas do Circuito Estação, que também possui estabelecimentos em outras regiões. Entre os eventos promovidos pelo grupo exibidor está o Cachaça Cine Clube, do Odeon BR(foto). No evento, o público confere filmes selecionados e estende a noite numa festa promovida no próprio lugar, com direito a DJ e degustação de cachaças.

Ainda integram as salas do circuito o Estação Botafogo, Barra Point, Paissandu, Ipanema e Espaço Unibanco. Cine Arte UFF, em Niterói, também está na lista dos cines de arte, assim como o Espaço Museu da República e o Instituto Moreira Salles, ambos na zona sul.

Belo Horizonte

A capital mineira dispõe de algumas pequenas salas que trazem filmes alternativos, mas em sua maioria não deixam de exibir as grandes estréias do momento. Entre os destaques está o Usiminas Paragem Cinema, com cinco salas com tratamento acústico e ambiente clean. Outros locais que oferecem longas europeus, asiáticos, latino-americanos e documentários (sem deixar de lado as produções de Hollywood) são Usiminas Belas Artes, Cineclube Unibanco Savassi, Usina Unibanco de Cinema e Espaço Unibanco Ponteio.

Salvador

Os apreciadores de filmes também têm espaço na capital nacional do carnaval. O cinemas de de Salvador são administrados pelo Circuito Saladearte. Cine XV, Museu e Solar do Unhão, localizado dentro do MAM, trazem nas telas produções estrangeiras, documentários e longas independentes, deixando de lado os títulos hollywoodianos. Nos corredores, exposições de arte e mobiliário confortável e uma decoração de encher os olhos.

Curitiba

O Unibanco Arteplex da cidade é o mais representativo cinema do circuito alternativo de Curitiba. Ao lado das grandes estréias, o local costuma exibir longas brasileiros e filmes de arte europeus, entre outros títulos. O Cine Luz também é um local com programação diferente, voltada a lançamentos de fitas nacionais, porém, não exclui da programação as estrangeiras.

Brasília

As oito salas do Embracine Casa Park trazem para a capital do Brasil alguns longas não-comerciais, numa programação que se mistura com longas de arte. O Cine Academia de Tênis (foto) é outro espaço para filmes alternativos na cidade e, assim como o Cine Brasília, recebe eventos, mostras e festivais. O público cult ainda pode apreciar alguns títulos no Cine Academia Aeroporto e no Cine Academia Cultura Inglesa.

Florianópolis

A grande quantidade de praias e lugares com paisagens exuberantes para visitar, a programação de cinema não têm muito espaço em Floripa. As poucas salas se localizam na própria cidade e no município de São José, que fica a poucos quilômetros. Os cinéfilos, porém, tem um pequeno espaço no CIC e no Cine York. Ambos exibem longas e curtas que geralmente ficam fora do circuito comercial, além de promover mostras de cinema.

Porto Alegre

Inaugurada em 1999, a Sala P. F. Gastal, na Usina do Gasômetro, é um dos espaços mais importantes na difusão de filmes brasileiros e alternativos em Porto Alegre. O local ainda realiza ciclos e mostras de filmes, além de reservar horários para programação infantil. A cidade também possui um Unibanco Arteplex e dos Cines Guion, que têm sessões voltadas a produções que ficam fora do circuito comercial.

Por Alex Xavier, Evelin Fomin, Felipe Machado, Ilan Kow, Luiz Américo Camargo, Miguel Icassatti, Ubiratan Brasil & Meriane Morselli

18.7.07

A Época da Inocência



O cinema é centenário. A experiência de ir ao cinema é centenária. Desde os primórdios, "Ir" ao cinema é uma paixão, envolta de imagem, som e nostalgia.

Existem várias salas de cinema. Cada uma é impregnada de uma intrinseca significância e arquitetura cultural, social e histórica. Do velhos cinemas de rua, até os moderníssimos multiplex contemporâneos, cada sala de cinema têm seu lugar comum nos corações dos cinéfilos.

A idéia aqui é celebrar o passado, o presente e o futuro da experiência de ir ao cinema. Revolver o passado, esmiuça-lo, relembra-lo...Quem em São Paulo, lembra do Cine Marabá? do Cine Marrocos? Do Olido...Do Cine Metro...Do Cine Ritz...E no Rio? Lembram-se do Cine Copacabacana? Do Cine Ideal?

O desafio proposto é simples: Vamos fazer um ranking dos principais cinemas do Brasil?

Para escolher a melhor sala, leva-se em conta o tamanho da tela, a ergonomia das poltronas, a qualidade do som e da imagem, a visibilidade da tela de diferentes fileiras (incluindo a fatídica primeira), a limpeza e o acesso a deficientes.

Já para selecionar o melhor cinema, referente ao conjunto, o que interessa é a organização das filas, o serviço de venda de ingresso, o ecletismo da programação, as condições do banheiro e a área de conveniências, como café e livraria. E como, para muitos, pipoca é indispensável em uma sessão de cinema, faça uma avaliação à parte.

A poltrona também ganha um capítulo só para ela. Repare se os braços são removíveis - os famosos "loveseats" para namorados - e venham com porta-copos, se o espaço entre as fileiras são suficientes e se a inclinação das cadeiras não deixam dores no pescoço, entre muitos outros detalhes.

Feito a avaliação, envie um e-mail para mrmarfil@yahoo.com.br, rankeando os dez melhores cinemas brasileiros de todos os tempos.

Aceitam o desafio?
by TemplatesForYou
SoSuechtig,Burajiru